Médicos de Aracaju paralisam e pacientes ficam revoltados
A decisão da greve, que continua durante esta quinta-feira (10), foi tomada durante uma assembléia
Pacientes que utilizam serviços médicos nas unidades de saúde do município, que já enfrentam problemas diários para conseguir atendimento, tiveram um dia ainda mais complicado. Nesta quarta-feira (09) os postos de saúde e o hospital de Aracaju ficaram sem médicos e os procedimentos foram realizados pelos enfermeiros, pois os médicos entraram em greve.
De acordo com a categoria a paralisação foi motivada pela política implantada pela prefeitura. Para o presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindmed), José Menezes, a classe está sendo ludibriada. "Na verdade o nosso salário base é de R$ 978, 00 reais, o que aumenta a nossa remuneração são os benefícios", revelou o presidente que acrescentou. "Não adianta recebermos essas gratificações, pois não são integradas a nossa aposentadoria", destacou.
A decisão da greve, que continua durante esta quinta-feira (10), foi tomada durante uma assembléia. Segundo José Menezes, foi feita uma negociação anterior, mas o que foi oferecido não contemplava os especialistas. "Por isso resolvemos paralisar, mas espero que até amanhã a noite o governo se sensibilize para que possamos retornar ao trabalho", afirmou.
Sem atendimento
Enquanto o impasse entre médicos e prefeitura municipal não se resolve a população, que já não consegue atendimento normalmente ficou ainda mais revoltada. A reclamação mais frequente é com relação a demora para autorização de exames e outros procedimento.
No posto de saúde Celso Daniel, o paciente Francisco Ribeiro, reclama do descaso no atendimento. "Minha esposa tem problemas no coração, precisei marcar exames e o médico me pediu para esperar dois meses", reclamou. A situação também é complicada para Senhorinha de Jesus, que precisa se consultar com um especialista. "Há oito meses estou esperando por uma consulta com o neurologista", revelou.
