A8SE Icone

Sergipe

Quadrilha já foi presa por roubo e adulteração de combustível

Os integrantes da quadrilha desarticulada nas primeiras horas desta sexta-feira (14) na operação Imperatriz que desarticulou uma quadrilha de assaltantes de carga que atuava no trecho da BR-101 em Sergipe, já foram presos em outra oportunidade por acusação de roubo e adulteração de combustível.

Segundo a delegada Daniela Garcia, no ano de 2005, o bando foi alvo de uma investigação desenvolvida pela Polícia Civil de Sergipe, através do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), que acabou com a prisão dos criminosos.

Na ação policial desta sexta, as investigações começaram no início de 2009 após denúncias de empresas transportadoras que informavam o perigo de circular pelo estado de Sergipe, principalmente no sul do Estado. A partir daí, os setores de inteligência das Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal começaram a fazer os levantamentos que subsidiaram as investigações.

O bando assaltava cargas de caminhões, negociando os produtos no comércio local. Foram cumpridos 14 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão. Ocorreram ainda apreensões de veículos, cargas de remédios, materiais de construção, colchões, sapatos, roupas e outros itens. Foram registradas, também, duas prisões, em flagrante, por porte ilegal de arma de fogo e receptação.

A quadrilha era especializada em roubo, desvio e receptação de cargas. Os criminosos atuavam de três maneiras: aliciavam caminhoneiros parados em postos de combustível com o objetivo de ter acesso à carga; efetuavam o roubo e furto do material, e, por fim, provocavam acidentes, derramando óleo ou sabão na pista, com a intenção de capotar os veículos e aí furtar as cargas. "O levantamento feito pela polícia revelou que as ações do grupo geraram um prejuízo de mais de R$ 2 milhões em apenas três meses", informou Garcia.

Foram presos: Marcos Correia Santos, vulgo "Marquinhos de Cosme", apontado como líder da quadrilha, Joelmo Guilherme do Santos, Júnior Guilherme dos Santos, mais conhecido como "Júnior", Jilmar Guilherme dos Santos, conhecido como "Sapo", Jivanildo Guilherme dos Santos, o "Pinho", Joaldo Alves da Silva, Moisés Santos Lima, José Arnaldo Carlos de Aquino, conhecido como "Naldinho", Gustavo dos Santos, vulgo "Nego Chapa", José Laércio Meneses, Raimundo Conceição Santos, conhecido como "Neguinho", Ricardo dos Santos Lima, Rodrigo dos Santos Lima e Joélio Alves da Silva, o "Galego". Antônio Bernardino dos Santos Maria de Lourdes Alves da Silva foram presos, respectivamente, por porte ilegal de arma de fogo e receptação.

Com informações da SSP/SE