Mais uma mulher é assassinada por terminar relacionamento
A violência contra a mulher em Sergipe parece não ter fim. No último sábado (11) mais uma mulher sergipana foi assassinada pelo ex-companheiro por não querer mais continuar com o relacionamento. Maria Natália Jesus Santos, de 21 anos, foi morta a tiros pelo seu ex- namorado Luiz Alberto Góis dos
Maria Natália terminou o relacionamento por que descobriu que Luiz era usuário de drogas (Foto: Paulo Henrique)
Santos, de 25 anos. O fato aconteceu no povoado Bonfim, no município de Riachão do Dantas, distante 91 quilômetros da capital.
Luiz Alberto de 25 anos já tinha tentado se matar (Foto: Paulo Henrique)
De acordo com informações de familiares, Natália estava arrumando a cama para ir dormir, quando foi surpreendida por Alberto. Ele derrubou a porta da casa e entrou armado efetuando três disparos contra a jovem, sendo que um dos tiros atingiu a face. Natália morreu no local.
"Ele parecia um louco. Ficamos atônicos sem saber como agir. Até hoje estamos em choque", disse uma prima da vítima, acrescentando que ele não aceitava o fim do relacionamento, e que já tinha tentado se matar. "Ele tentou se enforcar e ela o impediu. Natália queria terminar o namorado por que descobriu que Luiz Alberto era usuário de drogas`, contou. Após matar Natália, o assassino fugiu. A polícia realiza buscas, mas até o momento não tem notícias do foragido.
Familiares estão em choque e choram a morte da jovem (Foto; Paulo Henrique)
No último mês, três mulheres foram vítimas de crimes por parte de ex-companheiros. Aline de Jesus, de 25 anos; Sandra Costa Ferreira, de 28 e Fabiane Santos da França, de 25 anos, esta assassinada na frente dos filhos.
Delegada diz é preciso denunciar (Foto: AtalaiaAgora)
Para a delegada do Centro de Grupos Vulneráveis, Érica Magalhães é importante que após a primeira ameaça a mulher faça a denuncia e procure proteção.
"A gente percebe que ainda falta informação por parte da mulher que é agredida, muitas vezes elas chegam à delegacia não querendo que o agressor seja preso, mas para tentar reconciliar a relação", informa Érica Magalhães.
Ela ainda colocou que o Estado possui uma rede de acolhimento para as mulheres vítimas de violência. "É importante vencer o medo e denunciar", ressaltou a delegada.
