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Sergipe

Família denuncia falta de informação sobre doação no Hemose

Os familiares ficaram assustados com a informação de que não havia sangue

O aviso aumentou ainda mais o drama da família (Foto: Atalaia Agora)

O desencontro de informações provocou revolta em uma família que precisou dos serviços do Hemocentro na manhã desta quarta-feira (17). Parentes de José Ailton Sebastião, 30 anos, que foi baleado no tórax após tentar evitar um assalto, na noite da última terça-feira(16), se viram diante de um impasse, queriam doar sangue, mas não podiam já que é feriado e o Hemose não funciona.

De acordo com o primo da vítima, Bairon Virgílio, ele foi levado para o Hospital de Urgência de Sergipe(HUSE), e no local informaram que o rapaz precisaria de doação. "Falaram que o sangue do meu primo é um tipo raro e não tinha no estoque", informou Bairon que ressaltou. "Nos disseram que a coleta seria feita aqui no hospital, pois o Hemose não abre em feriados, mas aqui também falaram que a coleta não poderia ser feita por conta do feriado", reclamou.

Os familiares de José Ailton ficaram assustados com a informação de que não havia sangue no estoque e que mesmo assim o Hemose estava fechado. Afirmações que são rebatidas pelo superintendente do Hemose, Augusto Filho, que promete averiguar as informações. "Vou investigar de onde surgiram esse desencontro de informações, já que só fechamos a coleta, pois temos sangue suficiente", revelou.

Segundo o presidente do Hemose, Roberto Gurgel, diz que essa prática de não abrir em feriado já ocorre há 30 anos e é normal em todo país. Ele também questiona a denúncia feita pelos familiares. "Não vai ser abrindo durante o feriado que vamos conseguir um tipo de sangue raro, caso isso fosse realmente necessário temos um procedimento padrão para isso", explicou o presidente que também revelou. "Temos uma equipe de plantão para ir na casa dos doadores cadastrados caso seja necessário, se isso não foi feito é porque o paciente teve suas necessidades atendidas", afirmou.

Ainda de acordo com Roberto Gurgel, ele conversou o médico responsável pelo atendimento. "Ele garantiu que o paciente já recebeu duas bolsas de sangue e teve o quadro estabilizado", contou o presidente que também disse. "Essa é a prova de que temos estoque suficiente, principalmente dos tipos positivos", relatou.