Anvisa amplia para cinco anos a duração do Implanon e autoriza uso após parto e aborto
A agência também autorizou a inserção do método imediatamente após o parto ou o aborto.
Portal A8SE com informações do Gov/BR
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (26), a ampliação de três para cinco anos do período de eficácia contraceptiva do Implanon NXT, implante hormonal à base de etonogestrel. A agência também autorizou a inserção do método imediatamente após o parto ou o aborto, inclusive nos casos de interrupção da gestação no primeiro e no segundo trimestres.
Com a mudança, o mesmo implante poderá ser utilizado por até cinco anos, sem necessidade de substituição ao fim do terceiro ano. Mulheres que já utilizam o método também poderão estender o período de uso, desde que recebam orientação médica.
A ampliação foi aprovada com base em estudos clínicos que apontaram a manutenção da eficácia contraceptiva e um perfil de segurança favorável durante o quarto e o quinto anos de uso. No principal estudo apresentado à agência, não foram registradas gestações durante o período adicional de utilização.
A duração de cinco anos já havia sido aprovada por autoridades regulatórias de países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.
Uso após o parto e o aborto
A Anvisa também autorizou a colocação do implante imediatamente após o parto ou o aborto. A medida busca ampliar as possibilidades de acesso ao método contraceptivo e reduzir o risco de gestações não planejadas, inclusive entre mulheres que podem ter dificuldade de retornar ao serviço de saúde após a alta hospitalar.
A decisão considerou evidências científicas e dados de farmacovigilância avaliados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que apontaram uma relação favorável entre os benefícios e os riscos do método nessas condições de uso.
Como funciona o Implanon
O Implanon é um implante inserido sob a pele que libera continuamente etonogestrel, um hormônio sintético da classe dos progestagênios. Ele age principalmente impedindo a ovulação e tornando o muco cervical mais espesso, o que dificulta a passagem dos espermatozoides.
