Ação policial

Suspeito de tráfico de drogas morre em confronto policial na Zona Sul de Aracaju; populares denunciam execução sumária

A Comissão de Direitos Humanos da OAB informou que irá acompanhar as investigações acerca da abordagem policial.

Por Redação do Portal A8SE 17/01/2022 08h46
Suspeito de tráfico de drogas morre em confronto policial na Zona Sul de Aracaju; populares denunciam execução sumária
Foto: Polícia Militar/SE

Um homem suspeito de tráfico de drogas morreu após entrar em confronto policial dentro de uma residência no Conjunto 17 de Março, Zona Sul de Aracaju, neste domingo (17).

De acordo com a Polícia Militar, a ação ocorreu durante um policiamento ostensivo na região, quando dois homens em atitude suspeita foram flagrados transitando em uma carroça e fugiram ao perceber a presença da equipe. Os agentes realizaram buscas e localizaram o veículo de locomoção com apenas um dos suspeitos, que tentou se esconder em um dos cômodos do imóvel com uma arma de fogo.

Ainda segundo as informações, os policiais adentraram o local e foram recebidos a tiros pelo suspeito. Ele foi atingido e socorrido para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), mas não resistiu aos ferimentos.

Com o suspeito foi encontrada uma pistola PT 940 com dez munições, incluindo as três deflagradas contra a equipe policial, a qual possuía restrição de roubo e pertencia à Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE). Além disso, foram apreendidos um tablete de maconha, pesando cerca de meio quilo, 25 trouxinhas da mesma droga prontas para a comercialização e dois aparelhos celulares com restrição de roubo/furto.

O material foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde confirmou-se que o suspeito respondia pelo crime de tráfico de drogas e estava em regime de liberdade provisória.

Repercussão

O caso ganhou repercussão nas redes sociais através de vídeos gravados por populares. Nas imagens, eles questionam a ação e acusam os policiais de cometerem execução sumária. Segundo eles, o suspeito não teria reagido à abordagem policial quando foi atingido pelos disparos.

Diante do fato, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Secccional de Sergipe informou que irá acompanhar a apuração da ocorrência para verificar a legalidade da situação. "Conversamos com as pessoas e disponibilizamos a instituição para dar apoio nas investigações", disse a presidente da comissão, Lilian Jordeline.