SSP instaura inquérito sobre denúncia que policial civil e delegado estariam envolvidos na morte de Ademir Melo
O delegado Ademir Melo foi morto a tiros no dia 18 de julho de 2016, na zona sul da capital sergipana
Hoje (15), a Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou que o secretário João Eloy de Menezes solicitou ao delegado-geral, Thiago Leandro, que seja instaurado um inquérito policial no âmbito da Corregedoria de Polícia Civil para esclarecer informações repassadas à imprensa após o resultado do júri da morte do delegado Ademir, finalizado na última quarta-feira (10).
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A SSP permanece com a tese de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. " a Polícia Civil irá instaurar o novo inquérito policial pela Corregedoria para esclarecer informações repassadas, cujo conteúdo revelado considera fundamental para o caso e de interesse de todos envolvidos. Portanto, o inquérito irá ouvir algumas pessoas para o esclarecimento das novas informações relatadas", disse a secretaria em nota.
De acordo com a SSP, o objetivo é esclarecer as menções de que um policial civil teria sido o autor do crime e de que um delegado teria sido o mandante do crime que vitimou Ademir Melo.
Morte delegado
O delegado Ademir Melo foi morto a tiros no dia 18 de julho de 2016, na zona sul da capital sergipana, enquanto passeava com o cachorro, nas proximidades da própria residência. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Segurança Pública
A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, através do delegado Wanderson Bastos, porta-voz da instituição, permanece com a tese de latrocínio, roubo seguido de morte. Além disso, segundo o delegado, exames comprovam que Ademir foi atingido por um único tiro e que esse disparo saiu da arma encontrada com Anderson.
Advogado da família
O adovagado da família de Ademir Melo, Gustavo Henrique Silva disse que concorda com a tese apresentada pelo réu durante o julgamento.
"Existe um mandante? existe um mandante, mas Anderson é o executor [...] é bom deixar claro que a Polícia Civil do estado de Sergipe não ajudou nada, só atrapalhou, retardou várias provas [...] se não fosse a Polícia Federal, muitas provas não estariam nos autos", pontuou.
Advogado da víuva
Já o advogado da viúva, Alonso Campos, discorda do que está sendo apresentado. “Essa pessoa foi atingida em plenário e continua sendo atingida [...] Ali foi uma mulher atingida enquanto mulher, mãe, sentado ao lado, tinha um filho dela, que tinha uma consideração imensa a Ademir", detalhou.
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