Investigação

Polícia prende diretora de escola e empresário por suspeita de desvio de verba pública em Lagarto

O valor destinado à unidade de ensino foi de R$ 120 mil com o objetivo de ser utilizado na melhoria estrutural da escola

Por redação Portal A8SE com informações da SSP/SE 04/08/2022 14h35
Polícia prende diretora de escola e empresário por suspeita de desvio de verba pública em Lagarto
Foto: reprodução R7.com

Uma operação da Polícia Civil de Lagarto cumpriu dois mandados de prisão preventiva e de seis decisões judiciais de busca e apreensão nas cidades de Aracaju, Barra dos Coqueiros e Nossa Senhora do Socorro, na última quarta-feira (03). A investigação apura um suposto desvio de verba pública em Lagarto, no centro-sul do estado. A diretora de uma escola pública e um empresário foram presos.

As investigações tiveram início em outubro de 2021 quando a delegacia recebeu a informação do desvio do montante que foi encaminhado a uma escola estadual situada no povoado Jenipapo, no município de Lagarto.

Conforme informado pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura de Sergipe (Seduc), o valor destinado à unidade de ensino foi de R$ 120 mil, com o objetivo de ser utilizado na melhoria estrutural da escola.

“Após análise dos extratos bancários da conta pública em que estava alocada a verba, a investigação identificou que, entre abril e agosto de 2021, os valores foram enviados - através de cheques de saques e compensações bancárias - a familiares da então diretora da unidade de ensino - companheiro, filha e também uma empresa sediada em Aracaju, a qual não possuía nenhum vínculo com o Poder Público”, disse a Secretaria de Segurança Pública em nota.

Depois de depoimento de integrantes do Conselho Escolar da Unidade de Ensino, a polícia constatou que, apesar do valor público ter se esgotado nas transações acima mencionadas, não houve prestação de contas da verba junto à Seduc, e nem foram efetuadas obras de melhorias na unidade educacional.

Os mandados de buscas e apreensões foram cumpridos, havendo a apreensão de outros cheques de titularidade do poder público assinados pela diretora investigada, assim como também de notas fiscais, comprovantes de transferências bancárias e aparelhos celulares. Os presos e o material apreendido encontram-se à disposição da Justiça.