Operação prende três integrantes de grupo criminoso que realizava furtos a joalheria em Sergipe
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, incluindo veículos, jóias e valores em dinheiro
Uma operação policial contra um grupo criminoso com atuação interestadual resultou na prisão de três pessoas e no cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (1°), em Sergipe. Entre os itens apreendidos estão veículos, jóias e valores em dinheiro.
De acordo com a polícia, a organização era investigada por furtos a joalherias, estelionatos e tráfico de drogas. Em Sergipe, a ação contou com a participação de equipes policiais do estado e da Polícia Civil da Bahia.
No total, a operação ocorre de forma simultânea em oito estados, incluindo Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, Roraima, Sergipe e Bahia. Nesses estados, foram realizados o cumprimento de 83 mandados judiciais, entre prisões preventivas, buscas e apreensões e medidas de sequestro de bens.
Organização
As investigações indicam que o grupo criminoso é responsável por prejuízos milionários. Segundo as apurações, a organização teria movimentado mais de R$ 5 milhões com as atividades ilícitas.
A Polícia Civil da Bahia informou que um dos ativos bloqueados é uma aeronave avaliada em cerca de R$ 800 mil, localizada em uma pista clandestina suspeita de ser utilizada no transporte de entorpecentes e apoio logístico às atividades ilícitas.
Além disso, foi constatado que a organização tinha uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções e planejamento estratégico. Nos furtos a joalherias, o grupo acessava os imóveis pelo teto e utilizava equipamentos que neutralizam os sistemas de alarme, mostrando um grande grau de sofisticação.
De acordo com as informações divulgadas, o grupo também abordavam vítimas sob o pretexto de entrega de presentes, aproveitando para roubar dados bancários através de dispositivos eletrônicos. Essa prática é conhecida como “golpe do aniversário”.
As investigações também identificaram movimentações grandes financeiras entre os suspeitos, com utilização de contas de terceiros para fragmentar valores e dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos.
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