Médico com passagem pela polícia em Aracaju é preso por matar dois colegas em São Paulo

Suspeito de duplo homicídio em São Paulo já havia sido detido na capital sergipana por agressões e racismo em hotel de luxo

Por Redação do Portal A8SE, com informações do Portal R7 18/01/2026 15h01
Médico com passagem pela polícia em Aracaju é preso por matar dois colegas em São Paulo
Foto: Reprodução/RECORD

O médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, preso em flagrante no último sábado (17) após matar dois colegas de profissão na Grande São Paulo, já era conhecido pelas autoridades em Aracaju. Em 2025, ele foi detido na capital sergipana por envolvimento em um episódio de agressão e injúria racial contra funcionários de um hotel de alto padrão, mas acabou liberado após o pagamento de fiança.

O crime mais recente ocorreu na frente de um restaurante de luxo localizado na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. As vítimas foram os médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinícius dos Santos Oliveira, de 35.

De acordo com a polícia, os três se conheciam e se encontraram de forma casual no estabelecimento. Em determinado momento, houve uma discussão entre eles no interior do restaurante, o que levou ao acionamento da Guarda Civil. As investigações apontam que o desentendimento teria sido motivado por disputas envolvendo contratos na área da saúde.

Após a confusão, Carlos Alberto efetuou diversos disparos contra os colegas. Luís Roberto, que atuava como cardiologista em um hospital municipal de Barueri, foi atingido por oito tiros. Vinícius, que trabalhava em unidades de saúde do município de Cotia, foi baleado duas vezes. Ambos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos e morreram no pronto-socorro.

O suspeito foi preso em flagrante por homicídio, e a prisão foi posteriormente convertida em preventiva. Durante a abordagem, os policiais apreenderam uma arma de fogo, cápsulas deflagradas, uma bolsa, documentos pessoais e cerca de R$ 16 mil em dinheiro. Todo o material passará por perícia.

Segundo a polícia, Carlos Alberto possuía apenas registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), o que, conforme a legislação federal, não autoriza o porte de arma de fogo para defesa pessoal. Dessa forma, a pistola utilizada no crime estaria sendo portada de maneira irregular.

Depoimentos colhidos no local detalham momentos de tensão antes dos disparos. No boletim de ocorrência, os guardas civis relataram que chegaram a revistar a cintura do médico, mas não encontraram nenhuma arma inicialmente. Posteriormente, foi constatado que uma mulher teria entregue a bolsa contendo a pistola ao suspeito pouco antes dos tiros.

Um funcionário que trabalha como manobrista no restaurante afirmou ter ouvido uma discussão extremamente acalorada na área de fumantes, acompanhada por sons de vidros quebrando. Segundo ele, não foi possível identificar quem participava da briga nem o conteúdo das falas, mas relatou ter visto uma pessoa armada, andando de forma acelerada e visivelmente alterada. Pouco tempo depois, ouviu cerca de dez disparos e correu para se abrigar.

Outro manobrista também confirmou que foi informado sobre uma briga no interior do estabelecimento momentos antes do ataque.

Histórico em Aracaju

Em julho de 2025, Carlos Alberto foi preso em Aracaju após chegar embriagado a um hotel de luxo onde estava hospedado. Na ocasião, segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, ele agrediu fisicamente um funcionário e proferiu ofensas racistas contra outro trabalhador, além de quebrar móveis e objetos do local. O médico foi liberado após pagar fiança.

O caso segue sob investigação em São Paulo para esclarecer todas as circunstâncias do crime e apurar se houve participação de outras pessoas.

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