Suspeito de integrar grupo que aplicava golpes de falso intermediador é preso
Investigação aponta esquema com anúncios, perfis e documentos falsos que causou prejuízo de cerca de R$136 mil em Sergipe
Portal A8SE com informações da SSP
Um homem suspeito de integrar um grupo especializado em fraudes pela internet foi preso durante uma investigação do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), da Polícia Civil de Sergipe. O caso envolve um golpe do chamado “falso intermediador”, no qual tanto o comprador quanto o proprietário de uma loja de veículos foram enganados durante uma negociação que resultou em um prejuízo de aproximadamente R$136 mil.
Segundo a investigação, os suspeitos criavam anúncios e perfis falsos e se apresentavam como vendedores, funcionários de administradoras de consórcio e intermediadores. A estratégia fazia com que as vítimas acreditassem que estavam participando de uma negociação verdadeira. O golpe foi descoberto quando o comprador foi até a loja para finalizar a aquisição e percebeu que o dinheiro não havia sido depositado na conta do estabelecimento.
O caso começou a ser investigado em setembro de 2024, após uma vítima procurar a unidade especializada em crimes de fraude e relatar a compra de uma carta de consórcio no valor de R$135 mil. O crédito seria utilizado para adquirir um veículo em uma loja de Aracaju. Durante as tratativas, os criminosos teriam utilizado contatos falsos atribuídos à administradora do consórcio e ao suposto proprietário da carta, além de documentos falsificados.
As transferências foram realizadas para contas bancárias indicadas pelos suspeitos. De acordo com a delegada Lauana Guedes, a apuração identificou diferentes funções dentro do esquema, incluindo a criação de anúncios fraudulentos, contato com vítimas, falsificação de documentos e disponibilização de contas para recebimento dos valores.
A investigação também apontou uma possível ligação do grupo com criminosos de São Paulo, que já teriam praticado outros golpes em Sergipe. A Justiça decretou a prisão de três investigados. Uma delas foi cumprida em Tatuí (SP), com apoio da Polícia Civil paulista. Os outros dois suspeitos continuam foragidos.
