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Polícia

Caso Maria do Socorro: enteado da vítima é preso

Redação Portal A8SE com informações SSP/SE

Nesta sexta-feira (19), o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu Thiago Pedro Silva De Sá, ele é suspeito de ser o mandante do feminicídio praticado contra Maria do Socorro Santos Filho. O caso aconteceu no dia 5 de julho deste ano, por volta das 20h, em sua residência, no bairro São José, em Aracaju.

Thiago é enteado da vítima e já tinha sido preso temporariamente. Agora, teve sua prisão preventiva decretada.

Desde do início, o Portal A8SE acompanhou de perto esse caso, que teve diversas reviravoltas. Há alguns meses, a polícia já tinha afirmado que o crime poderia ter sido causado por brigas patrimoniais. Após finalizar o inquérito, o DHPP confirmou a informação.

Já o suspeito de ter sido o executor dos disparos que causaram a morte de Socorro, é Carlos Cícero Araújo Braga, que está foragido e com mandado de prisão preventiva pendente de cumprimento.

O DHPP reafirma que qualquer informação sobre o caso e o paradeiro do foragido pode ser encaminhada, através do Disque-Denúncia, pelo número 181.

Retrospectiva

Antes do pronunciamento da polícia sobre o crime, a família de Socorro já dizia acreditar que o assassinato teria sido motivado por disputa de patrimônio. Acontece que o marido da vítima, segundo os familiares, havia assinado uma procuração que a autorizava a gerir os seus bens de forma integral. O fato teria causado desentendimento entre o enteado preso e ela.

Em entrevista à TV Atalaia, uma irmã da vítima afirmou que o suspeito de assassinar a mulher era próximo da família e teria dito que estava com medo de ser morto pelo suposto mandante do crime.

Socorro e a irmã receberam o suposto executor no dia 5 de julho na própria casa. Ele teria dito que tinha um segredo para contar às duas em local reservado. A irmã diz ter saído da residência e momentos depois o crime aconteceu.

A irmã da mulher contou ainda à TV Atalaia que, após ouvir os disparos, a empregada da casa tentou subir as escadas de acesso ao primeiro andar da residência, mas foi impedida pelo suspeito. Ele teria tomado o celular dela e ordenado que não olhasse para seu rosto, senão seria morta.