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Obama estuda corte de impostos de US$ 300 bilhões, diz jornal

Segundo `WSJ`, medida tenta atrair apoio de republicanos para o pacote econômico e criar empregos

30/09/2015 19h00
Obama estuda corte de impostos de US$ 300 bilhões, diz jornal
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O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, e os congressistas democratas estão elaborando um plano para oferecer cerca de US$ 300 bilhões em cortes de impostos para pessoas físicas e empresas, segundo o The Wall Street Journal. De acordo com o jornal, a medida visa a atrair o apoio dos republicanos para o pacote de estímulo econômico e incentivar as empresas a criar empregos.

O tamanho dos cortes de impostos propostos - que responderiam por cerca de 40% de um pacote que totaliza US$ 775 bilhões ao longo de dois anos - é maior do que previam muitos congressistas de ambos os partidos. Isso pode facilitar a conquista dos votos dos republicanos que defendiam uma ênfase maior na redução de impostos do que nos gastos do governo.

Se aprovadas, as propostas de Obama para a diminuição da carga tributária podem ir mais fundo do que os cortes efetuados por George W. Bush nos dois primeiros anos de seu governo. O corte de impostos feito por Bush em 2001 totalizou US$ 1,35 trilhão, para um período de 10 anos. Considerada a maior da história, essa redução contemplava um corte de US$ 174 bilhões nos dois primeiros anos, segundo o Comitê Conjunto do Congresso sobre Tributação. O segundo maior corte de impostos da história - num total de US$ 350 bilhões para 10 anos, anunciado por Bush em 2003 - estipulava uma renúncia fiscal de US$ 231 bilhões para 2004 e 2005.

A maior parcela do alívio tributário beneficiaria as pessoas físicas que pagam imposto de renda. A medida funcionaria como o abatimento fiscal proposto por Obama durante a campanha eleitoral, concedendo um crédito para compensar as contribuições incidentes sobre a folha de pagamento e destinadas aos sistemas de seguro-saúde (Medicare) e de Seguridade Social, no valor de US$ 500 por pessoa ou US$ 1 mil por família.

Para as empresas, a principal medida permitiria que as companhias descontassem os prejuízos que tiveram no ano passado e que possam vir a registrar em 2009, para reduzir retroativamente as contas de impostos dos últimos cinco anos. De fato, isso possibilitaria que as empresas recebessem do governo um dinheiro que não poderiam pedir de outra forma.

Uma segunda medida levaria as empresas a resgatar o dinheiro aplicado em novos investimentos, feitos a partir de 1º de janeiro deste ano. Também seria proposto um crédito tributário de um ano, num total de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões, para as empresas que fizessem novas contratações ou revertessem demissões. O plano de Obama possibilitaria ainda que pequenas empresas deduzissem dos impostos um amplo conjunto de gastos, de até US$ 250 mil em 2009 e 2010. Atualmente, o limite é de US$ 175 mil.

Lobistas empresariais pressionam o Congresso para que as reduções fiscais beneficiem também as empresas que não têm contribuído para o imposto de renda. Empresas iniciantes, companhias de energia alternativa e grandes corporações que registram prejuízo há anos - como montadoras, siderúrgicas e algumas companhias aéreas - já começaram a pressionar por tal "restituição".

Fonte: Estadão

 

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