Obama diz que Europa é mais vulnerável a terroristas
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira, na cúpula dos 60 anos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que a Europa é mais vulnerável a ataques terroristas do que os EUA, pela proximidade com países usados como reduto da rede terrorista Al Qaeda e de grupos islâmicos radicais.
"É mais provável que a Al Qaeda será capaz de lançar um ataque terrorista sério na Europa do que nos Estados Unidos por causa da proximidade", disse Obama, em coletiva de imprensa após sua reunião com o colega francês, Nicolas Sarkozy.
Na cúpula, Obama apresentará pela primeira vez um apelo direto aos aliados dos EUA na Otan para que apoiem sua nova estratégia para a "guerra ao terror" no Afeganistão e Paquistão, o que inclui investimentos massivos em dinheiro, tropas e civis.
Os países europeus não tem se mostrado dispostos a enviar mais soldados para a região, que passa por seu período mais violento desde a chegada das tropas americanas, em 2001, com o crescimento da insurgência terrorista.
Obama, Sarkozy e outros líderes internacionais estão na França nesta sexta-feira para o primeiro de dois dias de cúpula em comemoração aos 60 anos da aliança militar. Na agenda da cúpula, está justamente o conflito no Afeganistão --um teste da relevância e poder da Otan como entidade global diante do poderio militar e influência dos EUA.
Parceiro
Em mais um pedido de apoio aos colegas, Obama afirmou ainda que os EUA querem ser um parceiro e não o patrão da Europa na Otan, que, segundo o presidente, é um dos pilares da política externa americana.
"Otan é a aliança mais bem sucedida da história moderna. E a premissa básica da Otan é que a segurança da Europa é a segurança dos EUA e vice-versa", completou.
Em um discurso similar ao do colega francês, Obama afirmou que os EUA querem aliados fortes porque isso fará a aliança mais efetiva.
"Nós gostaríamos de ver a Europa ter capacidades muito mais robustas. Isso não é algo que desencorajamos", afirmou.
Obama também saudou a liderança corajosa de seu colega francês na Otan. "Agradeço à grande liderança do presidente Sarkozy, corajoso em tantas frentes", disse, em referência indireta à volta da França ao comando militar da Otan, após 43 anos.
"A energia que ele trouxe para as Relações Internacionais é algo beneficia a todos nós."
Fonte: Folha Online
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