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Incêndio em clube mata 61 e fere mais de 200 na Tailândia

Pelo menos 35 estrangeiros estão entre os feridos durante festa de fim de ano em discoteca

30/09/2015 19h00
Incêndio em clube mata 61 e fere mais de 200 na Tailândia
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A grande festa deveria marcar não apenas a chegada do Ano Novo e a última celebração do famoso clube noturno Santika, antes que a discoteca se mudasse para um novo endereço. "Adeus Santika" dizia o pôster promocional. Mas antes que a festa acabasse, na madrugada desta quinta-feira, 1, pelo menos 61 pessoas estavam mortas e mais de 200 feridas, após tentarem fugir de um incêndio que começou no local e levou os frequentadores ao pânico. Entre os mortos está um cidadão de Cingapura e pelo menos 35 estrangeiros ficaram feridos, incluídos cidadãos australianos, belgas, franceses, britânicos e norte-americanos, de acordo com informações oficiais.

Uma contagem total do número de vítimas e suas nacionalidades não é esperada para antes de sete dias, porque pelo menos 30 corpos ficaram totalmente carbonizados e deverão ser feitos testes de DNA para identificação. A causa do incêndio está sob investigação, e muitas testemunhas dizem que um painel eletrônico que marcava a chegada de 2009 pegou fogo e iniciou o incêndio. Outras testemunhas dizem que um homem levou fogos de artifício para o clube e acendeu alguns petardos, o que teria provocado a tragédia no local. Cerca de mil pessoas estavam no clube noturno no momento da tragédia.

Um sobrevivente britânico de 35 anos, Steven Hall, de Cardiff, disse não ter visto o disparo de nenhum fogo de artifício no local. "Do que eu pude ver, parece que o fogo começou no forro do teto", ele disse em entrevista em um hospital de Bangcoc. "A primeira coisa de que eu me lembro é que vi pessoas no palco e as chamas vindas do teto e todos olhando com horror para o fogo"

Um oficial graduado da polícia de Bangcoc, Pongsak Kaseman, ordenou uma investigação preliminar que estará completa em três dias e afirmou que a polícia irá fechar clubes noturnos e discotecas onde as normas de segurança não sejam respeitadas. Alguns destes locais foram descritos por moradores de Bangcoc como armadilhas mortais. "Todo mundo ficou desesperado e empurrava para tentar sair o mais rápido possível pela porta principal. Eu vi gente, principalmente garotas jovens, serem empurradas e jogadas no chão, enquanto outros tentavam tirá-las do caminho para chegar às portas", disse Sompong Tritaweelap, que vive em um apartamento atrás do clube noturno.

As vítimas morreram de queimaduras, inalação de fumaça e pisoteadas pela multidão. Um vídeo do desastre, obtido pela Associated Press, mostrou vítimas sangrentas e queimadas sendo levadas para fora do prédio de dois andares, ou tentando pular de janelas estilhaçadas. O vídeo mostra que as chamas tomaram conta do prédio inteiro, mesmo em meio aos trabalhos de resgate e dos bombeiros.

Sompong disse que o incêndio tomou conta do clube noturno inteiro em dez minutos. "As pessoas gritavam por socorro de todas as janelas. Foi algo terrível de ver. Os cabelos e as roupas das pessoas pegavam fogo e não havia nada que pudesse ser feito para evitar que elas fossem queimadas". A Phranakorn Center, uma agência oficial de Bangcoc, disse que pelo menos 61 pessoas morreram e que 35 estrangeiros estão entre os feridos. O Centro de Emergências Narethorn, que coordenou trabalhos de resgate, disse que mais de 200 pessoas ficaram feridas.

O general da polícia tailandesa Jongrak Jutanot disse que uma investigação preliminar indica que o sistema de segurança do clube noturno estava "abaixo do padrão" mas não forneceu mais detalhes. O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, visitou as ruínas fumegantes do clube noturno nesta quinta-feira e depois foi ao hospital, onde falou com algumas vítimas.

Fonte: Estadão

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