Farc pedem delegado de `país amigo` para entregar reféns
Guerrilha colombiana afirma que quer outros fiadores além da Cruz Vermelha em entrega de seis sequestrados
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram nesta quarta-feira, 7, que consideram "insuficiente" a participação da Cruz Vermelha (CICV) na anunciada libertação de seis reféns e exigem a presença de um delegado de um "país irmão", de um representante do movimento Colombianos pela Paz e da senadora Piedad Córdoba. Os guerrilheiros não revelaram uma data precisa para as libertações, segundo o comunicado divulgado na internet.
O grupo, em carta dirigida a Piedad que foi publicada pelo site que costuma divulgar suas mensagens, disse que estão de acordo com a participação do CIRC na entrega dos seis sequestrados cuja próxima libertação foi anunciada no dia 21 de dezembro, mas esperam a participação de mais pessoas.
Os políticos incluídos na lista das libertações são o ex-governador do Estado de Lara Alan Jara e o ex-deputado Sigifredo López. O nome dos três policiais e do militar não foram divulgados. Em sua mensagem os rebeldes disseram que entregarão os seis prisioneiros à senadora Córdoba, que deverá estar acompanhada de um representante do movimento Colombianos pela Paz - que busca um acordo humanitário com as Farc que ajude a se alcançar um processo de paz. lém disso, exigem a participação de "alguma personalidade democrática de um país irmão ou da comunidade internacional que também sirva de fiador". "Logo que existam definições sobre o mencionad
"Concordamos que o CICV participe de tal gestão humanitária. É uma boa garantia, mas insuficiente se considerarmos as manipulações e abusos que este gverno cometeu em seu nome e sob a proteção de seu distintivo com fins de engano", diz a mensagem. As Farc faziam assim referência à operação de resgate de 15 reféns, incluída a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três americanos, na qual o Exército colombiano usou emblemas da entidade internacional para enganar os sequstradores no dia 2 de julho de 2008.
Em sua carta de quatro pontos, os guerrilheiros perguntam ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, se está de acordo com "o breve retorno" dos seis reféns e se facilitará sua entrega "ou se mais uma vez fará prevalecer seu visceral ódio acima de qualquer consideração humanitária".
Alan Jara havia sido seqüestrado em julho de 2001 quando viajava num carro da ONU. Já Sigifredo López é o único sobrevivente do grupo de 12 deputados do departamento de Valle capturado pela guerrilha em abril de 2002. Seus 11 companheiros foram mortos em junho de 2007 executados por guerrilheiros após o encontro com um grupo inimigo "não identificado", segundo o governo colombiano - ou atingidos pelo fogo cruzado, na versão das Farc.
Fonte: Estadão
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