Brasil

Empresa acusada de fraude tem contratos com Petrobras

30/09/2015 19h11 - Atualizado 29/09/2020 às 09h42
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A empresa Iesa Óleo e Gás que mantém um contrato milionário com a Petrobras é acusada de integrar um suposto esquema de fraudes em licitações da Petrobras desarticulado pela Operação Águas Profundas, da Polícia Federal.

O contrato, de R$ 190 milhões, foi assinado depois do surgimento de denúncias. Dois diretores da empresa respondem a processo criminal em conexão com a operação da PF.
O consórcio Quip S/A, do qual a Iesa faz parte, ganhou em dezembro passado a concorrência para a construção da plataforma petrolífera P-63, com a proposta de US$ 1,65 bilhão.

A reportagem lembra que a Iesa foi acusada de comprar dados privilegiados de outra empresa, a Angraporto, para ter mais chances de vencer concorrências. A Angraporto, por sua vez, teria pago propina a funcionários da estatal, segundo a acusação.

A Iesa reconheceu ter pago R$ 3,5 milhões à Angraporto para ter informações sobre a concorrência, mas nega que funcionários da estatal tenham sido corrompidos.

Outro lado

Iesa afirma que não é ré em nenhum processo criminal. A Petrobras não se manifestou.
A Operação Águas Profundas é um dos fatos usados como argumento para a criação na semana passada da CPI da Petrobras, no Senado.

Arte (Folha Online)

Fonte: Folha OnLine

 

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