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Atletas brasileiros terão atendimento médico remoto durante os Jogos Olímpicos

30/09/2015 21h08 - Atualizado 29/09/2020 às 10h15
Atletas brasileiros terão atendimento médico remoto durante os Jogos Olímpicos
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O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) está coordenando o projeto de telemedicina do esporte do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), recurso que permitirá a médicos baseados no Rio de Janeiro prestar atendimento à distância aos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos de 2012.

A abertura do evento está prevista para o próximo dia 27, em Londres, na Inglaterra, e deverá contar com a presença da presidenta Dilma Rousseff. Os Jogos Olímpicos de Londres se estenderão até o dia 12 de agosto.

Um primeiro teste do equipamento de videoconferência foi efetuado na última sexta-feira (20). Participaram do teste mais dois hospitais do Rio de Janeiro, por meio de salas próprias de videoconferência, além da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, e do Centro de Treinamento Crystal Palace, em Londres. Outras duas sessões clínicas estão programadas para os dias 3 e 8 de agosto, envolvendo unidades de saúde da rede pública e privada.

O vice-diretor do Into, João Matheus Guimarães, revelou hoje (24) à Agência Brasil que a tecnologia permitiu a médicos no Brasil discutir casos clínicos de alguns atletas que estavam em Londres. "Exatamente para a gente dar uma segunda opinião e um apoio logístico, até mesmo de um especialista, para aquele colega que está lá, na ponta".

Muitas vezes, o médico que está dando atendimento em Londres não domina todas as áreas da ortopedia, e como o Into é especializado nesse campo, consegue dar apoio técnico importante, segundo Guimarães. O modelo de assessoramento remoto na área médica vem sendo utilizado pelos Estados Unidos na Guerra do Iraque, informou o vice-diretor do Into.

A Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) e o Hospital Samaritano são algumas instituições que participam do projeto de telemedicina do esporte, em desenvolvimento pelo Into já há algum tempo.

"Ele [o projeto] começou como uma parceria do Ministério da Saúde com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, no sentido de a gente ter essa rede de telemedicina ligada às grandes universidades do país e do mundo, e que permite fazer de maneira online e ao vivo contatos com outras cidades", segundo Guimarães.

Esse foi o ponto de partida para que o Into sugerisse ao COB levar o sistema aos Jogos Olímpicos de Londres, relatou. "Essa ideia está sendo um piloto. Dando certo, a gente vai oferecer esse serviço no Rio de Janeiro, quando os Jogos Olímpicos forem aqui [2016]".

No campo esportivo, salientou que a tecnologia permitirá à delegação brasileira ter acesso, de uma forma remota, "a médicos que falam a sua língua, médicos em quem eles confiam".

Robôs e tablets (computadores em forma de prancheta) serão utilizados para transmitir aos especialistas brasileiros imagens de alta definição de problemas que venham a ser sofridos pelos atletas brasileiros em Londres. Essas ferramentas permitem que ocorra a videoconferência, integrando os médicos nos dois países.

Fonte: Agência Brasil

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