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Aécio usa Cemig para divulgar seu governo pelo País

30/09/2015 19h33
Aécio usa Cemig para divulgar seu governo pelo País
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A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) tem sido usada como vitrine pelo governador Aécio Neves (PSDB) na divulgação de sua gestão fora do Estado. Com um plano de expansão de negócios pelo País, a estatal já é a maior empresa de distribuição de energia, com 12% do mercado nacional. Em 2003, quando o pré-candidato tucano à Presidência assumiu o Palácio da Liberdade, a Cemig tinha ativos em apenas dois Estados: Minas e Santa Catarina. Agora, está presente em 19 e também tem negócios no Chile.

"A Cemig é hoje compradora, é uma empresa que está no mercado adquirindo ativos, exatamente em benefício da população de Minas Gerais e do Brasil e também dos investidores", declarou Aécio, em Nova York, onde esteve na semana passada para tocar o sino que marca o fechamento do pregão na Bolsa de Valores de Nova York, onde a companhia mineira têm ações listadas.

EXPANSÃO

Terceira empresa em faturamento em Minas Gerais - atrás apenas de Fiat e Usiminas -, a Cemig ajuda a engordar o bolo de investimentos previstos pelo Estado. Em 2009, a contribuição da estatal será de quase R$ 1 bilhão nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia. O valor não inclui as compras de ativos. Desde 2003, a estatal já fechou sete operações de compra de ativos fora de Minas. Pelo menos outros três negócios estão na mira.

Com ações listadas nas Bolsas de Nova York e de São Paulo, a companhia energética veicula propagandas nacionalmente e, com suas ações de marketing, por pouco não se tornou patrocinadora na camisa do Corinthians. Com orçamento independente - não precisa prestar contas no sistema de execução orçamentária como a administração direta -, a estatal tem previsão de gastos em comunicação de R$ 22 milhões em 2009.

Aécio não desperdiça oportunidades para falar do que vê como sucesso da Cemig na sua gestão. Também não cansa de lembrar que, quando assumiu o governo, o valor de mercado da estatal era de R$ 7,4 bilhões e hoje chega a R$ 14,3 bilhões.

ALIADO

A companhia rende ainda frutos políticos ao governador, como o apoio entusiasmado do ex-presidente Itamar Franco. "Essa empresa é a melhor e a maior da América do Sul", orgulha-se Itamar, antecessor de Aécio no governo de Minas. Para ele, a companhia simboliza o governo de Aécio e é uma das provas da importância do Estado no cenário nacional.

O ex-presidente apoiou o tucano na eleição para o governo de Minas e é um dos principais defensores de sua candidatura ao Palácio do Planalto.

Aécio manteve na presidência da Cemig, desde 2003, um dos aliados de Itamar, o ex-ministro Djalma Morais, que está à frente da companhia mineira pelo terceiro mandato.

A fama da empresa chegou até o exterior. No início de maio, Aécio voou para a Espanha para receber o prêmio internacional Puente de Alcântara, concedido às melhores obras públicas espanholas, portuguesas e ibero-americanas. A estatal foi escolhida pela construção da Usina de Irapé.

Fonte: Estadão

 

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