Dia do Fotógrafo: profissão segue essencial mesmo com a popularização da fotografia por celulares
Moisés Gomes*
Hoje, dia 8 de janeiro, é comemorado o Dia Nacional do Fotógrafo. A data está ligada à chegada do primeiro Daquerreótipo (uma das primeiras câmeras) ao Brasil, em 1840. O instrumento foi trazido pelo abade Louis Compte, que apresentou a novidade ao imperador Dom Pedro II, considerado o primeiro fotógrafo do Brasil.
O tempo passou, a tecnologia avançou, a popularização dos aparelhos celulares cresceu, mas a arte de fotografar, com os seus novos formatos, não extinguiu o ofício do fotógrafo profissional, que continua sendo essencial para a criação de momentos pessoais e históricos, documentando o mundo e a sociedade.
Com o seu olhar sensível, o trabalho do fotógrafo vai muito além de um simples clique: ele traz uma visão que busca passar sentimento com responsabilidade, eternizando o cotidiano e nossas diversas manifestações culturais e sociais.
Valorização
Embora muitas vezes não seja devidamente valorizado, ser um bom fotógrafo vai além de fazer uma imagem com boa qualidade para uma publicação. O profissional é peça fundamental na construção da memória.
O clique tornou-se mais acessível, mas o trabalho do bom fotógrafo é feito do domínio da iluminação, enquadramento e todo o processo de curadoria da imagem para uma boa produção.
Para o fotógrafo Ronald Almeida, formado em Cinema pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), a fotografia passou de hobby para profissão após suas fotos serem selecionadas no 6º Salão de Fotografia de Aracaju, em 2016.
Hoje, atuando no fotojornalismo, o cineasta destaca que a profissão carrega uma grande responsabilidade.
“A responsabilidade de um fotógrafo está não só em eternizar um momento, mas também mostrar uma visão diferente do que está sendo registrado e através da composição, trazer sentimentos ao olhar para ela. Uma vez me disseram que foto boa, é àquela que nos prende, que nos faz olhar para todos os elementos, que nos faz imaginar como é estar ali.“
Ainda em entrevista para o Portal A8SE, o fotógrafo sergipano diz:
“A fotografia é arte e como toda requer muito estudo e dedicação para sair do senso comum, afinal um lugar bonito sempre pode render boas fotos, mas nem sempre temos este lugar e aí que entra a mágica do fotógrafo, além disso, no fotojornalismo, temos o desafio de contar uma história, muitas das vezes com uma só foto, é aquela que vai marcar o fato.”
“A fotografia é arte e como toda requer muito estudo e dedicação para sair do senso comum, afinal um lugar bonito sempre pode render boas fotos, mas nem sempre temos este lugar e aí que entra a mágica do fotógrafo, além disso, no fotojornalismo, temos o desafio de contar uma história, muitas das vezes com uma só foto, é aquela que vai marcar o fato.”
A fotografia deve ser valorizada no dia a dia. É ela que faz reviver a infância, reuniões de família e outros momentos de formação; é ela que valoriza a vida que passa em um estralar de dedos e nos faz refletir de onde saímos e onde estamos.
Neste 8 de janeiro, celebramos e parabenizamos os fotógrafos que exercem a profissão com dedicação, sensibilidade e excelência.
*estagiário sob supervisão da jornalista Victória Valverde
