Ministério da Saúde lança campanha de prevenção à varíola dos macacos
Lançamento da campanha ocorre após Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizar a veiculação de peças publicitárias do governo federal sobre a temática até dia 30 de agosto. Ação era proibida durante os três meses que antecedem as eleições.
Redação do Portal A8SE e Agência Brasil
Nesta segunda-feira (22), o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Prevenção à Varíola dos Macacos. O objetivo é conscientizar a população acerca da transmissão, contágio, sintomas e prevenção, além de dar orientações sobre o que fazer em casos suspeitos da doença.
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O lançamento da campanha ocorre após o ministro Edson Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizar a veiculação de peças publicitárias do governo federal sobre a temática até dia 30 de agosto. Em sua decisão, Fachin ressaltou que a divulgação da campanha é de interesse público.
A legislação eleitoral brasileira proíbe qualquer publicidade institucional que possa configurar o uso abusivo da máquina pública para promoção de governantes durante os três meses que antecedem as eleições, por isso, precisou ser analisada pela Justiça Eleitoral.
Casos
Em todo o mundo, foram registrados mais de 41,5 mil casos da doença. No Brasil, conforme a última atualização do Ministério da Saúde em 21 de agosto, há 3.788 casos confirmados.
A campanha adverte que a principal forma de prevenção é evitar contato com pessoas infectadas ou objetos contaminados como, por exemplo, copos, talheres, lençóis e toalhas. Outro ponto destacado pelas autoridades de saúde é que a fase de incubação do vírus pode ser de cinco a 21 dias, sendo possível haver transmissão.
Entre os casos registrados, o contágio ocorre, especialmente pelo contato físico pele a pele com lesões ou fluidos corporais. Em pessoas infectadas, febre, erupções cutâneas, inchaço dos gânglios (ínguas), dor no corpo, exaustão e calafrios são os sintomas mais comuns.
Tratamento
Durante o lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alguns sintomas da doença, como a dor, podem ser amenizados com medidas específicas.
“A letalidade dessa doença é baixa. O vírus de DNA [da varíola dos macacos] tem um potencial menor de ter mutações, o que engana até as vacinas que são desenvolvidas com tecnologias sofisticadas”, disse.
Vacinas
Oo mês passado, a pasta iniciou as tratativas com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a OMS para compra de 50 mil doses da vacina contra a doença.
Na última sexta-feira (19), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação excepcional de remédios e vacinas que ainda não têm registro no Brasil. A previsão é de que a primeira de três remessas chegue no início de setembro.
Os primeiros a receber a vacina serão profissionais da saúde que atuam diretamente com o vírus. A imunização completa requer duas doses.
Antiviral
Assim como ocorre com as vacinas, o Ministério da Saúde também solicitou à Opas a compra de 10 doses do tecovirimat para tratamentos imediatos e outras 50 unidades para casos graves. A pasta negocia ainda o transporte de mais 12 unidades doadas pelo laboratório produtor e a compra de mais 504 doses.
