Ministério da Saúde confirma primeiro caso da subvariante Ômicron XE no Brasil; entenda
Em nota, pasta reitera importância da vacinação completa para evitar complicações da Covid-19, independentemente da variante
Redação do Portal A8SE e R7
O primeiro caso de Covid-19 provocado pela subvariante XE (recombinante das outras subvariantes BA.1 e BA.2 da Ômicron) foi confirmado no Brasil nesta quinta-feira (7). O anúncio do Ministério da Saúde ocorreu após notificação do Instituto Butantan.
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Por meio de nota, a pasta informou que mantém um constante monitoramento do cenário epidemiológico da doença no país e "reforça a importância do esquema vacinal completo para garantir a máxima proteção contra o vírus e evitar o avanço de novas variantes no país".
Embora ainda sejam necessários mais estudos acerca da descoberta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a subvariante conhecida como XE como a mais infecciosa entre todas as versões já identificadas do coronavírus até o momento.
A subvariante surgiu, inicialmente, no Reino Unido. Em janeiro, mais de 700 casos já foram associados ao recombinante, segundo autoridades britânicas. Apesar da situação ter estabilizado no Brasil, houve um aumento no registro de infecções causadas pela Ômicron e subvariantes em países como a China, Reino Unido, Alemanha e França, por exemplo.
Segundo a pesquisadora e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ester Sabino, daqui para a frente, é preciso acompanhar recombinantes ou variantes que venham da Ômicron, assim como o cenário no Reino Unido com a subvariante XE.
"Os países que ainda não tiveram a Ômicron vão ter. No entanto, com a vacinação e a infecção prévia pela Ômicron, é provável que não tenhamos grandes surtos, embora a gente precise acompanhar os números", disse.
O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, concorda que há menos chances de a XE ser uma subvariante de preocupação.
"Diferentemente da Ômicron que chegou, por exemplo, e em semanas atingiu o planeta inteiro, hoje temos uma situação em que vemos a substituição de uma variante ou subvariante por outra. Os mecanismos de evasão e escape dos vírus são esses mesmos", acrescenta.
