Navio petroleiro grego é responsável por vazamento de óleo no Nordeste, diz Polícia Federal
A tragédia ambiental ocorreu em 2019 e afetou mais de 2 mil quilômetros do litoral brasileiro, inclusive o sergipano.
Redação do Portal A8SE e R7.com
A Polícia Federal (PF) informou nesta quinta-feira (2) que um navio petroleiro de bandeira grega é responsável por causar o derramamento de petróleo que atingiu 11 litorais dos estados do Nordeste e Sudeste, inclusive o sergipano. O vazamento de 5 mil toneladas de óleo matou milhares de animais e prejudicou a pesca, sendo considerada uma das maiores tragédias ambientais da história brasileira.
As investigações foram concluídas mais de dois anos após a ocorrência e prevê punições. Os autores estão sendo indiciados pela prática dos crimes de poluição, descumprimento de obrigação ambiental e dano a unidades de conservação. Respondem pelo processo a empresa, os responsáveis legais, o comandante da embarcação e o chefe de máquinas.
Além dos irreparáveis prejuízos ambientais, o país precisou desembolsar mais de R$ 188 milhões para a limpeza das praias e do mar. O valor será cobrado dos responsáveis pelo vazamento, mas a PF ainda calcula um valor de dano ambiental. Os laudos serão entregues para o Poder Judiciário Federal do Rio Grande do Norte e o Ministério Público Federal para a adoção das medidas e o cumprimento das punições.
Frentes do inquérito
De acordo com a PF, as autoridades se debruçaram em três frentes. A primeira avaliou as características da substância, a fim de determinar a procedência do óleo. "Isso se fazia necessário, uma vez que surgiram diversas teorias sobre a origem do material (vazamento de oleodutos, plataformas ou reservas naturais, navios em trânsito ou naufragados, costa da África)", explicou a polícia.
Os investigadores também buscaram identificar o local exato do início do vazamento, com uso de imagens de satélites e modelos, além de simulações. Para fazerem a conexão, as autoridades solicitaram dados, documentos e informações. Ainda segundo a PF, houve "cooperação nacional e internacional, inclusive com apoio da Interpol".
"A Polícia Federal, a partir das provas e demais elementos de convicção produzidos, concluiu existirem indícios suficientes de que um navio petroleiro de bandeira grega teria sido o responsável pelo lançamento da substância oleaginosa que atingiu o litoral brasileiro", disse o órgão, em nota à imprensa.
