Atividade econômica sobe pelo 5º mês e atinge 1,29% em setembro
Alta de indicador ficou dentro do intervalo projetado por analistas, que esperavam resultado entre 0,60% a 2,10%, superando a mediana de 1,0%.
R7
Após forte retração nos meses de março e abril, em meio à pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica brasileira apresentou o quinto mês consecutivo de alta.
O BC (Banco Central) informou nesta sexta-feira (13) que seu IBC-BR (Índice de Atividade) subiu 1,29% em setembro ante agosto, na série já livre de influências sazonais.
Em agosto, o avanço havia sido de 1,39% (dado revisado), os efeitos da pandemia sobre a economia, apesar de percebidos em fevereiro, se intensificaram em todo o mundo a partir de março. Para conter o número de mortos, o Brasil adotou o isolamento social em boa parte do território, o que impactou a atividade econômica.
Os efeitos negativos foram percebidos principalmente em março e abril. Nos últimos cinco meses, porém, o IBC-Br já demonstrou reação. De agosto para setembro, o índice de atividade calculado pelo BC passou de 134,61 pontos para 136,34 pontos na série dessazonalizada. Este é o maior patamar desde fevereiro (139,80 pontos). A alta do IBC-Br ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro, que esperavam resultado entre 0,60% a 2,10%, superando a mediana de 1,0%.
Na comparação entre os meses de setembro de 2020 e setembro de 2019, houve baixa de 0,77% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 137,70 pontos em setembro, o menor patamar para o mês desde 2018 (136,09 pontos).
O indicador de setembro de 2020 ante o mesmo mês de 2019 mostrou desempenho dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro, que esperavam resultado 2,45% a 0,10%, porém veio menos negativo do que a mediana de recuo de 1,30%.
Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.
A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2020 é de retração de 5,0%, este cálculo foi divulgado por meio do RTI (Relatório Trimestral de Inflação) de setembro.
No Relatório de Mercado Focus divulgado pelo BC na última segunda-feira (9) a projeção é de queda de 4,80% do PIB em 2020. O Focus reúne as projeções dos economistas do mercado financeiro.
