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Brasil

Eliane Aquino aceita ser vice de Belivaldo Chagas

Eliane Aquino (PT), vice-prefeita de Aracaju, aceitou o pedido de Belivaldo Chagas (PSD) de integrar a composição da chapa majoritária do bloco que faz parte para disputar a eleição deste ano. Na rede social, em seu perfil pessoal, ela escreveu e publicou a decisão que tomou para se tornar oficialmente pré-candidata ao cargo de vice-governador. 

Eliane Aquino iniciou o texto com “é sobre decisão. Sobre escolhas e caminhos. No cotidiano da vida precisamos tomar decisões e fazer escolhas. Tenho feito as minhas considerando um grande número de variáveis e dialogando, quase sempre e finalmente, com o universo particular que tomou conta da minha vida desde 2013”. 

No conteúdo do texto, Eliane mencionou que participou de dois processos eleitorais. “Em todos eles, o pensamento e a crença nos princípios que sempre nortearam a minha visão como cidadã e como agente de transformações. No percurso, o sentimento real de que a política só faz sentido se for usada em favor daqueles que mais precisam: os esquecidos, os excluídos, os desamparados. Mais do que um sonho, esse sempre foi meu compromisso, que tomou forma ao longo dos anos de convivência e de trabalho desde que iniciei minha trajetória no Terceiro Setor”, escreveu.

 Ainda na publicação, a atual pré-candidata a vice destacou que não se faz política sem grupo. “E não farei política sem analisar as variáveis do PT, meu partido desde sempre. Num momento em que há uma ofensiva do pensamento ultradireitista no Brasil, entendi que devo dar a minha contribuição para o fortalecimento do meu partido. Aqui em Sergipe, depois de um longo processo de desgastes e cisões, é hora de cada um dar sua cota de colaboração para um novo momento”, frisou. 

Por fim, ela escreveu ainda, confira: 

 “Ao pensar nisso, levei em consideração as candidaturas proporcionais postas, previamente construídas, e importantes para o processo de fortalecimento partidário. Ao olhar todo o contexto, pensei no agrupamento que chegou ao Governo do Estado em 2006, com Marcelo Déda e Belivaldo Chagas, numa campanha belíssima que dialogou com a mudança e inaugurou um novo ciclo de políticas públicas e desenvolvimento em Sergipe, colocando o estado em destaque nacional. Ao fazer esse movimento de resgate, eu reencontrei o sentimento de gratidão, que também me moveu a tomar a decisão de aceitar o convite para ser pré-candidata a vice-governadora na chapa liderada por Belivaldo, ex-vice leal de Marcelo na caminhada que se iniciou em janeiro de 2007 no governo estadual.

O mais importante, contudo, é que o convite de Belivaldo foi muito além de oferecer o cargo de vice. Ele deixou muito claro que precisa da minha participação efetiva na gestão, formulando e liderando as políticas sociais com ênfase na inclusão, em ações afirmativas e na geração de emprego e renda, que são prioridades estabelecidas por ele para o seu Governo. Acredito no seu compromisso em me assegurar ter voz e vez para que eu possa, de fato, estar ao seu lado na gestão do nosso Estado. E, ao aceitar o convite, pensei muito também no quanto posso colaborar para dar visibilidade à afirmação de direitos para mulheres, negros, pessoas com deficiência, população LGBT, juventude das periferias e do interior do estado.

Não foi uma decisão fácil, repito. Mas ela amadureceu considerando todos esses aspectos, sobretudo o meu compromisso verdadeiro com a população sergipana, a quem continuarei dedicando o meu trabalho na vida pública. Essa é a minha decisão, que será referendada, ou não, no próximo encontro estadual do Partido dos Trabalhadores”.