Prefeitos fazem paralisação e buscam ajuda de deputados para aumentar FPM
Para protestar contra a redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e alertar para a crise vivida pelas prefeituras, prefeitos de 67 dos 75 municípios sergipanos amanheceram com as portas fechadas na manhã dessa terça-feira (29) e foram para Assembleia Legislativa, cobrar apoio por parte dos deputados.
O ato dos prefeitos também foi uma forma de mostrar para a sociedade as dificuldades enfrentadas pelos municípios. O prefeito de Poço Redondo, Roberto Araújo, alertou que não sabe mais o que fazer. “É uma luta difícil, estamos sem aguentar, perdemos 38% do FPM em comparação ao ano passado, não sei mais o que fazer. Não conseguimos mais nos sustentar, estou pagando a folha em dia, mas já sei que mês que vem não pago mais”, afirmou.
Para Robson Cardoso, prefeito de Itabianinha, também relatou as mesmas dificuldades. “O nosso objetivo é mostrar a dificuldade que os municípios vêm passando nessa crise econômica e política, pedimos sabedoria e prudência para que juntos possamos achar um caminho que saia dessa crise. Os municípios dependem do FPM e com queda de 38% não tem planejamento que consiga fechar as contas”, reclamou.
O deputado Zezinho Guimarães, se mostrou solidário com a situação dos prefeitos. “Sobre essas dificuldades relatadas, sou mestre, sei o quanto é difícil governar os municípios e se eles não continuarem a fazer isso, fica mais difícil. E se a prefeitura não tem royalty é praticamente ingovernável”, declarou o parlamentar.
A deputada Silvia Fontes, também falou sobre a situação das prefeituras e destacou a criação de uma frente parlamentar. “Esperamos que daqui a gente saia com nossa frente parlamentar, vou propor também que possamos ir a todos os estados do Nordeste levando essa situação a todas as assembleias para que se unam em defesa aos municípios e que os prefeitos daqui possam entrar em contato com outros estados, para que todo o nordeste possa ir dizer a Dilma que não aguentam mais. Hoje tivemos a notícia que 25 bilhões serão retiradas de programas sociais. É impossível prestar serviço sem repasse, estamos vivendo descompasso, entre a necessidade e os recursos”, declarou Silvia Fontes.
De acordo com a prefeita de Malhador, Elayne Oliveira, o objetivo é que o clamor dos prefeitos chegue ao Governos Federal. “Nós queremos ter condições de dar continuidade das ações e com essa divisão do Fundo de Participação, que é 66% com União, 22% com o Estado e apenas 12% com municípios, é uma discrepância e é no município que tudo acontece, então é uma diferença que não conseguimos acompanhar os gastos com os recursos arrecadados”, relatou a prefeita.
Durante a audiência ficou deliberado que será organizada uma frente parlamentar. “Haverá uma união com todas as Assembleias para mostrar que o estado também está na luta para dar continuidade as administrações municipais”, concluiu Elayne Oliveira.
