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Brasil

Redes sociais tornam-se espaço para campanhas políticas e já ocorrem abusos

A efervescência do período eleitoral já começa a acirrar os ânimos, agitar os partidários e também invadem um espaço considerável nas fan pages e demais territórios de mídias e redes sociais. Alguns manifestam abertamente suas preferências e já declaram apoio a este ou aquele candidato. Mas existe também gente que se chateia com certos abusos de eleitores ou partidários mais apaixonados que fazem publicações nas páginas alheias.

Quem vem passado por isso recentemente é o jornalista Carlos França, que atualmente dirige a assessoria de comunicação do Tribunal de Constas do Estado. Por mais de uma vez ele teve publicações partidárias exibidas em sua página do facebook de forma aleatória à sua vontade e decisão. “Eu acho isso uma profunda falta de respeito. Acredito que essas pessoas ganham dinheiro ou até mesmo sejam fakes que se aproveitam desse espaço para fazer a propaganda de determinados candidatos violando e invadindo a privacidade alheia”, analisa.

Por mais de uma vez Carlos declarou em sua página do facebook sua contrariedade e insatisfação com esse tipo de abuso. “Sou um jornalista e não posso me mostrar tendencioso a esse ou aquele candidato, pelo contrário, devo mostrar isenção, como qualquer formador de opinião. Mesmos se tratando de alguém para o qual votaria, não quero manifestar isso em minha página social e todas as vezes que identificar esse tipo de publicação, não importa quem seja o candidato ou partido, eu deleto a mensagem e o amigo”, declarou.

O coordenador das eleições 2014 em Sergipe, Marcelo Gerard, explica que esse tipo de propaganda partidária e política, por se tratar de uma nova forma de abordagem, ainda não existem mecanismos que a inibam. “O que podemos orientar é que as pessoas que se sintam constrangidas com esse tipo de publicação possam bloqueá-las ou excluí-las’, sugere.

Atualmente, são vedadas nas redes sociais e na internet apenas as propagandas políticas e partidárias pagas. Segundo Gerard, não é atribuição do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe fiscalizar as publicações veiculadas nas redes. “Os que se sentirem incomodados com esse tipo de conduta podem procurar a Procuradoria Regional Eleitoral, órgão ligado ao Ministério Público, e provocar uma conduta observadora sobre este tipo de abuso”, esclarece.

Esse tipo de abuso tem sido alvo de fortes fortes críticas, não apenas dos internautas sergipanos, mas de todod o país. As reclamações não se restringem apenas a campanhas partidárias no Facebook, mas também já chega ao Twitter. Na esfera nacional, alguns grupos já começam a exigir mais critério e limpeza em suas páginas nas redes.