Corrida Cidade de Aracaju fortalece laços e transforma ruas em corredores de torcida e incentivo
Chegando à sua 41ª edição em 2026, o evento reúne, desde a largada em São Cristóvão até a chegada em Aracaju
A Corrida Cidade de Aracaju, realizada neste sábado, 28 pela Prefeitura de Aracaju, transforma as ruas em corredores de incentivo e celebração. Chegando à sua 41ª edição em 2026, o evento reúne, desde a largada em São Cristóvão até a chegada em Aracaju, moradores de todas as idades que acompanham, torcem e vibram pelos participantes.
A ampla mobilização popular se traduz na presença de famílias inteiras nas portas de casa, nas calçadas e ao longo de vários pontos do percurso, contribuindo para o fortalecimento do sentimento de pertencimento, de laços sociais e do esporte como ferramenta de integração e cidadania.
Não por acaso, foi instalada uma arquibancada móvel na área de chegada, proporcionando mais conforto ao público que incentiva e celebra os participantes. A prova também conta com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Prefeitura de Aracaju no YouTube, ampliando o alcance do evento e permitindo que ainda mais pessoas acompanhem a prova.
Moradora de São Cristóvão desde o nascimento, Aleide de Jesus Santos, de 33 anos, mantém viva a tradição ao lado do esposo e de amigos, com quem se reúne todos os anos para prestigiar a corrida. “Eu gosto, porque é uma animação incentivar o pessoal que está correndo. E é divertido ver a dedicação deles. É tradição. Pra mim, o mais interessante é ver os idosos correndo, eles bem animados”, afirmou.
O vendedor Cleverton Santiago, de 41 anos, também destaca o caráter tradicional do evento em sua rotina familiar. “Já é tradição. Aqui todo ano a gente faz questão, todo ano a gente se reúne com a família para poder prestigiar. O que acho mais curioso é ver os idosos correndo, porque eles são como uma fonte de incentivo, assim como os mais jovens”, disse.
A presença popular também atravessa gerações. Fernanda de Jesus Santos acompanha a corrida desde a infância, mantendo o hábito ao lado da família. “Desde pequena mesmo, que eu venho sempre assistir com minha mãe. Inclusive, a gente está aguardando ela também e outras tias para poder acompanhar. E a gente tenta sempre motivar, passando alegria para eles, dando força, gritando”, contou.
Também moradora de São Cristóvão, Gisele Lima, menciona o caráter comunitário da corrida, que transforma o espaço público em um ambiente de convivência e celebração. “Aqui geralmente é um evento, aí a gente sempre desce com nossa cadeira e com alimento para a nossa criança, e já fica por aqui mesmo, dando torcida, dando aquela força para o pessoal que corre”, disse ela.
O envolvimento com o evento, inclusive, ultrapassa o papel de espectador. É o caso do professor Emanuel Santos, de 32 anos, que por anos acompanhou a corrida como torcedor até decidir participar. “Há mais de cinco anos vinha como espectador, e sempre prometia, dizendo que no ano seguinte eu iria participar, mas nunca dava certo. E aí, no ano passado, tive um incentivo a mais, e desde o ano passado que eu venho competindo, participando dessa corrida, que eu acho que é muito importante, não só para os atletas, mas para o público que consegue apreciar esse evento”, explicou.
Após participar da prova na distância 10 km neste ano e na última edição, ele já projeta novos desafios para o futuro, com a meta de encarar o percurso de 24 km no próximo ano.
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