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Após quase 40 anos, mãe e filho se reencontram com ajuda da Polícia Civil de Sergipe

Busca começou durante campanha de coleta de DNA e avançou a partir de um documento com o nome da mãe biológica

Portal A8SE com informações da SSP/SE

Depois de quase quatro décadas sem contato, mãe e filho se reencontraram nesta quarta-feira (9), em Sergipe. A localização da mulher foi possível após uma busca iniciada pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), da Polícia Civil, a partir de informações apresentadas pelo pai do rapaz durante uma campanha nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas.

Francisco da Silva procurou o DAGV com um pequeno papel fornecido pela maternidade, onde estava registrado o nome da mãe biológica do filho. Era a única informação que ele tinha sobre a mulher. O objetivo era localizá-la e possibilitar que o filho conhecesse a mãe.

A equipe realizou consultas nos sistemas policiais e encontrou dados que permitiram identificar a mulher, incluindo telefone e endereço. Como as informações não poderiam ser repassadas sem o consentimento dela, os policiais primeiro tentaram estabelecer contato.

Sem conseguir falar com a mulher por telefone, uma servidora do departamento foi até o endereço encontrado. Depois de algumas tentativas e desencontros, o contato finalmente aconteceu e o reencontro foi marcado.

O momento foi acompanhado por uma equipe do DAGV. Para Rodrigo da Silva, filho que passou a vida sem conhecer a mãe, a oportunidade também representa a possibilidade de construir um vínculo familiar que até então não existia.

“Eu quero ter uma família, na verdade. Eu tenho meus irmãos e tudo mais. Então, eu, ele e o meu sangue, que é ela”, relatou Rodrigo.

A delegada Lara Schuster, do DAGV, acompanhou o encontro e destacou o papel da equipe na localização e na mediação do contato entre os dois.

“Hoje nós fizemos esse encontro bastante emocionante, que dá um prazer do nosso trabalho, de participar realmente desse encontro de mãe e filho que não se conheciam e que não se viam há quase 40 anos”, afirmou.

Documento foi ponto de partida

A busca começou durante uma campanha nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. Embora os procedimentos relacionados à identificação genética sejam realizados pela Coordenadoria-Geral de Perícias, por meio do Instituto de Identificação e do Instituto de Análise e Pesquisa Forense (IAPF), o caso chegou ao DAGV durante a mobilização.

O nome registrado no documento levado por Francisco foi suficiente para que a equipe iniciasse as diligências. A partir das consultas, foi possível encontrar informações sobre a mulher e, posteriormente, estabelecer o contato que levou ao reencontro.

Ao relembrar o caminho percorrido até conseguir localizar a mãe do filho, Francisco resumiu o momento:

“Deus é muito bom, né? O destino leva a gente às coisas.”

Familiares que procuram pessoas desaparecidas ou tentam restabelecer contato com parentes podem buscar orientação junto aos canais oficiais da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe.