Mundo

20/02/2009 às 09h55

Netanyahu é escolhido para formar o novo governo de Israel

Líder da direita terá seis semanas para negociar coalizão e se tornar premiê; Livni descarta união nacional

Redação Portal A8

 

AP

O presidente de Israel, Shimon Peres, escolheu o líder conservador Benjamin Netanyahu para formar o novo gabinete e se tornar o primeiro-ministro do país. Com o anúncio, Netanyahu tem agora um mês e meio para selar acordos políticos e formar uma coalizão com maioria no Parlamento.

 

Peres fracassou na tentativa de convencer Netanyahu, chefe do partido de direita Likud, e a líder do centrista Kadima, Tzipi Livni, a formar um governo de união nacional dirigido pelo líder conservador.

Qualificando o gabinete previsto por Netanyahu como um "governo sem visão política", Livni afirmou que seu partido passará para a oposição e que "tal governo não tem nenhum valor" e que o Kadima "quer uma solução de paz baseada em dois Estados", um palestino e outro israelense, acusando o futuro governo de Netanyahu, formado com o apoio da extrema direita, de se opor à proposta. "Existe uma coalizão baseada em uma visão política", "a coalizão existente não me permitirá exercer o caminho do Kadima".

Durante a reunião, o dirigente do Likud transmitiu a Peres que está disposto a impulsionar a negociação para formar um governo de união nacional. "Entendo a necessidade de unidade. Imediatamente depois que me encarregue a responsabilidade de criar uma coalizão, convocarei o Kadima à negociação", disse Netanyahu, segundo a imprensa local. No pleito, o Kadima que obteve mais cadeiras, 28, uma a mais que o Likud, que, no entanto, conta com mais apoio devido ao aumento do número de deputados no bloco de direita.

A chanceler Tzipi Livni, líder do Kadima, disse na quinta em entrevista ao jornal Haaretz que não se juntará a um governo liderado por Netanyahu que inclua partidos religiosos como o Shas, que se oporiam a negociações com os palestinos. Mas ela disse que estaria disposta a considerar uma coalizão formada por Likud, Kadima e Israel Beiteinu, partido ultranacionalista que acabou em terceiro lugar nas eleições parlamentares e anunicou o apoio a Netanyahu, embora o líder do partido, Avigdor Lieberman, tenha defendido a formação de uma ampla coalizão, que inclua o Kadima, mas com Bibi como premiê.

Fonte: Estadão