Entretenimento

17/12/2019 às 15h58

Orsse encerra temporada com a Nona Sinfonia de Beethoven no TTB, dia 19

Agência Sergipe de Notícias

Um momento especial para os amantes da música em Aracaju: assim será o último concerto da Temporada 2019 da Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) no Teatro Tobias Barreto, no próximo dia 19 de dezembro. No início das comemorações de 250 anos de nascimento de Ludwig van Beethoven, o grupo executará a grandiosa Sinfonia nº9, em Ré menor, op. 125, com a participação do Coro Sinfônico da Orsse e solistas renomados, sob a regência do maestro Guilherme Mannis. Completa o programa a valsa “Rachel”, do compositor sergipano Frei José de Santa Cecília, em audição inédita para orquestra sinfônica, com arranjo de Thais Rabelo. Os ingressos desta bela celebração natalina, a preços populares, estão à venda nas bilheterias do Teatro Tobias Barreto. A Orsse é uma realização da Fundação de Cultura e Arte Aperipê do Governo de Sergipe.

Celebrar Beethoven é celebrar um homem à frente de seu tempo. O revolucionário compositor alemão, cuja produção transitou do classicismo para o romantismo, teve, em sua obra, a liberdade como uma das principais premissas. Como observou o crítico alemão Paul Bekker (1882-1937), a visão beethoveniana propõe-nos “a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida”. Segundo o maestro Guilherme Mannis, a contemporaneidade desta obra é evidente: “Recriar Beethoven é abordar toda a carga emocional de um revolucionário. Recriar seu coro ‘Ode à Alegria’, o primeiro coro inserido em uma sinfonia, é um desafio enorme para todos nós. Trata-se de uma grande produção.”

Neste concerto, o grupo terá grandes solistas como destaque. Verônica Santos, soprano e preparadora vocal do Coro da Orsse e ex-professora da UFBA, terá a companhia do barítono sergipano Roziel Benvindo, da professora da UFS e mezzo-soprano mineira Aline Araújo e do tenor recifense Diel Rodrigues, todos com notória carreira musical. O Coro da Orsse, por sua vez, composto por 50 vozes, trabalha a peça há alguns meses, e é regido pelo maestro sergipano Daniel Freire, que reitera a complexidade do trabalho: “Executar a Nona Sinfonia de Beethoven é um momento muito marcante, porque sempre causa uma grande emoção; foi a primeira peça que o Coro Sinfônico executou no ano de sua criação em 2005. Além disso, sempre é um grande desafio técnico realizá-la, dada a grandiosidade dessa obra é uma responsabilidade enorme, pela mensagem tão importante e significativa – de união entre os povos –, que ela traz, tão necessária neste mundo contemporâneo. Nós temos a oportunidade de transmitir esta mensagem, contagiando a todos.”

Sergipe também estará presente neste repertório, com a apresentação de uma descoberta musicológica por meio da pesquisadora e harpista da Orsse Thaís Rabelo. A performance da valsa Rachel, do compositor sancristovense Frei José de Santa Cecília, é fruto de ampla pesquisa em arquivos musicais do estado, buscando-se resgatar a produção musical do estado nos séculos XIX e início do XX. “Trata-se de uma bela descoberta, uma valsa de um compositor que – até o momento – só conhecíamos como autor da música do Hino de Sergipe. A pesquisa – realizada no arquivo do Museu da Polícia Militar de Sergipe, se deu no âmbito de meu doutorado em Musicologia pela UFMG.”, comenta Thaís Rabelo.


Fonte: Agência Sergipe de Notícias