Brasil

16/09/2020 às 12h25

Correios aguardam decisão judicial sobre greve de trabalhadores

Agência Brasil e com informações do Sintect/SE

Os Correios anunciaram que aguardam decisão da justiça sobre a greve para normalizar as atividades operacionais. Segundo nota divulgada pela empresa, as negociações estavam sendo feitas desde julho e visavam preservar a saúde financeira da estatal com cortes de privilégios e “adequação à realidade do país”. O julgamento da ação de dissídio coletivo está marcado para a próxima segunda-feira (21).

Em comunicado, os Correios afirmam que os termos exigidos pelos funcionários para a retomada regular das atividades põem em risco a economia que vinha sendo aplicada. A empresa registra prejuízo acumulado de R$ 2,4 bilhões e esperava economizar cerca de R$ 800 milhões ao ano. Segundo a estatal, esse valor, em três anos, cobriria o déficit financeiro atual.

A empresa lamenta ainda o contexto da pandemia, e afirma que a explosão do e-commerce – o comércio eletrônico, que depende exclusivamente do serviço de transporte e logística para a entrega de mercadorias, – seria uma forma de “alavancar o negócio em um dos poucos setores com capacidade para crescer neste período.”

Apesar de ter parte do contingente funcional paralisado desde o dia 17 de agosto, os Correios registraram, nas últimas quatro semanas, mais de 187 milhões de cartas e encomendas entregues em todo o país.

Greve

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), parte dos trabalhadores decidiu cruzar os braços em protesto contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção de benefícios trabalhistas. Os funcionários pedem ainda reajustes salariais.

Entramos em contato com o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores Correios e Telégrafos do Estado de Sergipe, Jean Marcel Guimarães. Ele informou que a depender da decisão da justiça a greve pode continuar.

“Nós também estamos aguardando a decisão judicial e a gente vai aguardar em greve. Não temos confiança dos ministros do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e entendemos que é preciso fazer pressão. Faremos caravana para Brasília. Que nossos direitos retornem, se não retornarem, a greve pode continuar”, afirmou.


Fonte: Agência Brasil e com informações do Sintect/SE