Sergipe

31/05/2019 às 17h58

Banco de leite da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes necessita de novas doadoras

Ascom/SES

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), através do Banco de Leite Humano (BLH) Marly Sarney, necessitando que novas doadoras se apresentem como

Foto: Ascom/SES
voluntárias para aumentar o estoque de leite humano, o que beneficia e salva a vida de muitos bebês.

O BLH é responsável por promover o aleitamento materno e executar as atividades de coleta, controle de qualidade e pasteurização. No momento, o estoque se encontra baixo e há necessidade de maior quantidade de leite para nutrir os bebês prematuros que nascem na maternidade. Para as mulheres que estão amamentando seus filhos e possuam leite em excesso, basta manifestar a intenção de colaborar entrando em contato com o Banco de Leite Marly Sarney.

A nutricionista do BLH, Miriam Duarte Barros, fez um alerta sobre o baixo estoque de leite humano para pasteurizar. “Estamos no mês de maio e contamos apenas com 14  doadoras domiciliares. Normalmente, temos no total de 60 a 70 doadoras mês.  A MNSL precisa de uma média de 250 litros por mês, no entanto, só conseguimos ofertar 70 litros”, disse Miriam. Ela observou que está sendo possível ofertar o leite humano para UTIneonatal da MNSL, especificamente para os prematuros extremos.

Miriam  informou, ainda, que a  mãe que  desejar ser doadora, precisa estar amamentando seu bebê exclusivamente, e verificar se realmente tem sobra de leite. Quando ela confirma que há sobra de leite, sendo possível ordenhar, essa mãe pode ir até o banco de leite para pedir orientação, a fim de saber se o bebê está se alimentando direito. A mama é avaliada para saber se de fato há condições dessa mãe ser uma possível doadora.

Dados

De acordo com o  Relatório Gerencial do Banco de Leite Humano Marly Sarney, em 2018 houve um total de 797 doadoras, beneficiando 1.738 bebês.  No quadrimestre de 2019 (janeiro a abril), se  contabilizou um total de 221 doadores, sendo: 28 doadoras no Banco no BLH (interno), 124 doadoras na MNSL e 69 no domicílio (do BLH externas),  beneficiando 546 receptores da MNSL. Durante o quadrimestre foram coletados  um total de 203.070 ml de leite humano,

“A coleta  do leite humano é transportada por funcionários do serviço, por regiões, acondicionando em caixas isotérmicas, contendo gelo reciclável com termômetro de máxima e de mínima”, esclareceu Miriam Duarte.

O leite coletado pela mãe é transportado por funcionário do serviço, que se orienta por regiões/bairros próximos, acondicionando em caixas isotérmicas, contendo gelo reciclável, com termômetro de máxima e de mínima temperatura, o qual é levado o mais rápido possível para o BLH. Lá é passado álcool a 70% em todos os vidros e acondicionado no freezer específico para depois ser pasteurizado.

Thaís Silva Santos, 25 anos  é doadora do Banco de Leite Marly Sarney. “Minha bebê Monique, nasceu no dia 18 de abril, parto normal, tive  na maternidade Santa Izabel, e já no quarto senti vontade de doar meu leite. Assim que recebi alta, procurei o posto médico do bairro para pedir ajuda de como aliviar o peito que estava empedrado, e assim fiquei sabendo do Banco de Leite através do médico do posto, e no dia 22 de abril, recebi todas as orientações, como fazer a ordenha e a partir daí um carro toda sexta-feira passa e pega o leite, estou doando 2 litros de leite humano por semana.  Uma  funcionaria do BLH, pega os frascos na geladeira e entrega novos frascos esterilizados”, relatou.

"No BLH fui acolhida, bem atendida e naquele momento elas fizeram a ordenha, o que foi um alívio já que meu peito estava empedrado, e tiraram uma boa quantidade e dali foi para pasteurizar. Voltei no dia 25 e me ensinaram a ordenhar, a procurar um lugar tranquilo em casa e orientaram a utilizar a touca e a máscara e um copo descartável, para colocar o leite As funcionárias do banco, incluíram minha filha em um programa que atende os bebês as mães que doam até o oitavo mês, e isso me deixou bem feliz. Minha filha é atendida pela pediatra”, contou Thaís.

Frascos

Para estocar o leite doado, são necessários frascos de vidros com tampas de plástico, como os de café solúvel. Esse material é esterilizado e seguro, pois é resistente ao congelamento e descongelamento. O processo evita que o leite não perca os seus nutrientes. Também não acumula cheiro e nem resíduos com o uso da tampa de plástico.

As mães que desejarem ser doadoras podem fazer contato com o banco de leite Marly Sarney pelo telefone (79) 3218-9403, ou comparecer das 7 às 17h na Rua Variante Dois, no Bairro Capucho, em Aracaju (SE).


Fonte: Ascom/SES