Defesa Civil alerta para riscos decorrentes do aumento de vazão do Rio São Francisco

Por Ascom/Depec/Seit 22/01/2019 17h26
Defesa Civil alerta para riscos decorrentes do aumento de vazão do Rio São Francisco
Defesa Civil Estadual

O Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil da Secretaria de Estado da Inclusão Social (Depec/Seit) alerta as populações ribeirinhas e equipes de Defesa Civil da região do Baixo São Francisco para o risco de alagamento, em decorrência do aumento da vazão do Rio na altura da Hidrelétrica de Xingó.

De acordo com comunicado emitido pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) na última segunda (21) o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) propôs, em Reunião de Avaliação das Condições da Operação dos Reservatórios da Bacia do São Francisco, uma alteração na operação da Usina Hidroelétrica de Xingó que conduzirá à elevação das suas vazões defluentes. O objetivo, segundo o documento é “promover condições mais seguras para o suprimento de energia elétrica, notadamente na Região Nordeste”.

A Defesa Civil Estadual, contudo, alerta a população e informa sobre a possibilidade de alagamento em algumas regiões. “A nossa preocupação é porque foi praticada, em 2018, uma vazão entre 550 e 600 m³ de água por segundo. E a Chesf já informou que há a possibilidade de, em algum momento, dobrar essa vazão para 1.100 m³/s. É fato que o Rio São Francisco estava com um volume reduzido, mas com o dobro da vazão praticada no ano passado, pode ser que algumas comunidades tenham ocupado espaços que a água atinja com essa alteração”, explica o Cel. Alexandre José, diretor do Depec.

Conforme explica a Chesf no documento, a alteração da operação da Usina ocorrerá nas situações em que houver redução de geração eólica na Região Nordeste – portanto, a qualquer tempo. Por isso, a recomendação do Depec é que as Defesas Civis dos municípios que estão localizados no Baixo são Francisco façam a averiguação das comunidades nos locais onde haja risco de a água ocupar seu lugar de origem, para que se tenha tempo hábil de realizar ações preventivas. Neste sentido, o próprio documento ressalta a “importância da não ocupação de áreas ribeirinhas situadas na calha principal do rio”.

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