Sergipe

16/01/2019 às 15h27

Adema aprimora fiscalizações contra queimadas e descarte irregular de lixo

Ascom/Adema

om base em denúncia recebida pela Adema – Administração Estadual do Meio Ambiente, no último final de semana, foram identificados focos de incêndio na região que abriga

Foto: Ascom/Adema
o Povoado Cafuz, no município de Areia Branca. De acordo com o diretor-presidente do órgão, Gilvan Dias, após o recebimento da denúncia, uma equipe de técnicos se deslocou até a área, e com o auxílio de um drone, identificou que na mata fechada ainda havia focos com chamas. “Como na parte próxima à rodovia o fogo já havia cessado, sem o auxílio do equipamento seria muito difícil perceber que mais adiante as chamas ainda se espalhavam. Com o foco identificado, acionamos o Corpo de Bombeiros para eliminarmos o incêndio por completo”, disse. Segundo o diretor, a utilização do drone é recente nas fiscalizações, monitoramento e licenciamentos, visto que o equipamento foi adquirido no final do ano passado e doze servidores estão fazendo o curso básico de pilotagem.

Gilvan ainda explicou que, para que as queimadas da palha da cana de açúcar aconteçam de forma que não coloque em risco o tráfego na rodovia, nem se configurem em crime ambiental, é necessário que os responsáveis pelas áreas realizem a solicitação junto à Adema para a devida autorização. Neste procedimento ficam especificados requisitos como dimensão da área a ser queimada, horário e demais definições. “Nós temos a localização das autorizações de queimadas e com base nelas identificamos os responsáveis quando há irregularidades”, declarou Gilvan.

Sobre os responsáveis pelas queimadas ilegais, o diretor-presidente da Adema explica que, logo identificados, são enquadrados por crime ambiental, multados e também recebem a pena de recuperar toda a área degradada.

Descarte irregular de lixo

Ainda dentro do âmbito de atuação da Adema, no que compete às fiscalizações, o órgão também vem investindo na formulação de equipes para rastrear todo o estado, dividido em quatro regiões.  “Estamos otimizando equipes, dividindo quem vai tratar de fiscalização, e quem vai tratar de licenciamento dentro das regiões, porque se conhecendo as regiões fica mais fácil implementar o trabalho. Temos a fiscalização que acontece de forma ordinária, mas também realizamos a fiscalização extraordinária que é aquela com base em denúncias”, afirmou o gestor.

Através do canal de denúncias, as informações recebidas são devidamente avaliadas, da mesma forma as imagens e todo material que autentique o crime ambiental. “As pessoas tem enviado, muitas vezes, imagens junto com a denúncia, o que nos dá noção da gravidade”, comentou Gilvan Dias. Após a identificação dos infratores, é aplicada a multa e a retirada do lixo descartado irregularmente é encaminhada. No caso de construtoras e empreendimentos de grande porte, para a atuação é necessária a solicitação de licença, que também deve constar onde, de que forma e, em alguns casos, qual a empresa responsável pelo descarte correto dos resíduos.


Fonte: Ascom/Adema