Sergipe

16/08/2018 às 17h28

SES explica eficácia do pulverizador costal portátil em substituição ao carro fumacê

Ascom/SES

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Vigilância Epidemiologia, adverte que o uso indiscriminado do carro fumacê pode causar danos graves

Foto: Ascom/SES
à saúde e ao ecossistema como um todo. Existem outras formas de controle da muriçoca, o Culex, um vetor que está em ambiente de água mais suja, em canais, em que são colocados os ovos, diferente do Aedes que é um vetor muito doméstico. 

O carro fumacê, com a reintrodução da dengue no nosso país, na década de 80, foi uma forma de controlar e combater, de forma mais rápida, a doença. Porém, para conter o uso inadequado, o Ministério da Saúde (MS) estabeleceu critérios embasados nos indicadores entomológicos, que é a presença do vetor em cada área, e no indicador epidemiológico que é o número de casos. 

A gerente do Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica do Estado (NE/VE), Sidney Lourdes Cesar Souza Sá, explica que “quando passamos o carro fumacê em uma determinada localidade, aquele veneno que é jogado vai ser prejudicial para o meio ambiente, se não tivermos critérios estabelecidos. Por que vai ser prejudicial? Porque ele passa várias vezes na mesma localidade, no mínimo são quatro aplicações, ou seja, quatro semanas jogando veneno naquela localidade. Precisamos olhar o meio ambiente como um todo, desde o vegetal até o animal, e o animal inclui o ser humano. Muita gente tem problemas alérgicos e o uso do veneno pode piorar os quadros de alergia e a eficácia dessa aplicação não nos traz resultados tão bons quanto se espera” diz Sidney. 

Todos os municípios do estado foram contemplados, pelo Governo, com um pulverizador costal portátil, que é mais eficaz que o carro fumacê. O Ministério da Saúde distribui o veneno para os estados e a Secretaria de Estado da Saúde faz o controle e o repasse para os municípios. A fumaça do carro fumacê só pega o vetor que estiver voando naquele momento, pois espalha o produto numa altura que pega o mínimo de mosquitos, já o aparelho portátil tem a mobilidade, a direção e a altura controladas pelo agente de saúde. 

“O gestor municipal de cada região precisa acompanhar os índices de infestação do vetor e os surgimentos de notificações. Hoje, esse pulverizador é utilizado, também, para o bloqueio de casos das arbovisores. É importante que o trabalho seja feito não visando somente o vetor na sua fase adulta, é importante um trabalho na base, com visita do agente, tratamento no depósito, no criadouro, que tudo seja feito corretamente para que não precisemos correr o risco de ficar colocando veneno no meio ambiente”, informa Sidney. 


Fonte: Ascom/SES