Sergipe

09/06/2018 às 08h20

Governador anuncia medidas para economizar R$ 200 milhões

ASN

O governador Belivaldo Chagas reuniu na tarde desta sexta-feira, 08, os dirigentes do primeiro e o segundo escalão do Governo do Estado para apresentar os resultados do

primeiro semestre e as metas para o segundo semestre de 2018. Na reunião, o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz), Ademário Alves, fez a apresentação dos estudos realizados pelos técnicos da Sefaz, seguido de um diagnóstico e sugeriu as medidas de adequação das despesas ao tamanho do Orçamento do Estado. Ele demonstrou um uma série de medidas de contensão de despesa. O encontro foi no Palácio de Despachos. 

O governo vai incrementar medidas de racionalização de despesas. A meta é economizar R$ 200 milhões. Um dos pontos apresentados é a redução do custeio. Para tanto, o governo pretende reduzir em 30% o valor dos contratos e serviços prestados pelos fornecedores. “Vamos negociar com os fornecedores essa redução e garantir o pagamento em dia das faturas”, ressaltou o secretário da Fazenda, ao explicar que dessa maneira os fornecedores não precisarão recorrer a financiamentos bancários por conta do atraso no pagamento. 

Durante o encontro, Belilvado Chagas anunciou a criação de um Gabinete de Gestão, que fará a ponte entre a Sefaz e o gabinete do governador. A partir de agora, as despesas das secretarias e órgãos serão acompanhadas diariamente pelo governador. Dessa forma, ele terá o controle direto em seu gabinete. 

Outro ponto de destaque é a centralização das decisões de despesas do Estado pelo Conselho de Reestruturação Administrativa e Financeira de Sergipe (CRAF/SE). A aprovação das despesas das secretarias e órgãos públicos passará por um critério colegiado.

Também vai ser implantado um software de gestão onde serão cruzados dados da folha de pessoal e assim evita duplicidades. O secretário da Fazenda alertou que o Estado já está no limite prudencial, chegando a 48,5% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com ele, será estabelecida uma média da despesa do governo com a folha de janeiro a abril, e essa média tem que permanecer até dezembro. Os casos extraordinários serão decididos pelo Craf e o governador. 

 


Fonte: ASN