Sergipe

25/01/2018 às 09h57

Advogado é preso suspeito de usar documentação falsa em Sergipe

Com informações da SSP/SE

Foto: SSP/SE
O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) com o apoio de Papiloscopistas do Instituto de Identificação e Peritos do Instituto Médico Legal (IML), órgãos vinculados à Coordenadoria Geral de Perícias (Gogerp), realizou uma investigação que culminou na prisão de um advogado natural de Umuarama/PR, identificado como Marcos Ivan Silva, 53 anos. 

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito foi abordado quando saía de um cartório no Centro Comercial de Aracaju, onde havia acabado de transferir a posse de um apartamento. O suspeito utilizou documentos em nome de Marcus Gilvan Silva, trocando e inserindo apenas algumas letras, com o qual realizava a comercialização de móveis, compra e venda de automóveis de luxo, tentando até agenciar bandas de outros estados.

Além disso, o Marcos Ivan é suspeito de comercializar móveis e veículos com o uso de documentação falsa, além de ter um mandado de prisão em aberto pela participação em um homicídio.

De acordo com a SSP, as investigações foram iniciadas em novembro de 2017, quando os policiais receberam a informação de que o suspeito estaria em Sergipe realizando a prática de uso de documentação falsa, adquirida pelo valor de 8 mil reais. 

O delegado Hugo Leonardo, responsável pelo caso, esclarece que devido à condenação definitiva aberta em Campo Grande por participação em um crime de homicídio com pena de 14 anos anos em regime fechado,  onde não cabia mais recurso, o suspeito optou por mudar sua identidade.

"A partir da expedição do mandado de prisão em 2015, ele começou a fugir da justiça. Marcos Ivan veio a se estabelecer em Sergipe, adquiriu o documento falso aqui no estado. Desta forma, solicitamos ao Instituto de Criminalística a comparação das digitais desses documentos tirados aqui com os documentos dos estados por onde ele passou. Peritos do IML realizaram um exame pericial de comparação de face dessas fotos e constatou que se tratava do mesmo indivíduo pelas características da faciais dessas fotos, assim comprovamos que se tratava da mesma pessoa", declarou o delegado.

O papiloscopista Wendell da Silva, que realizou o exame, deu detalhes de como foi feita a comparação de digitais."Pegamos as impressões digitais que havíamos coletado no momento da confecção da carteira e remetemos essas impressões para alguns institutos do Brasil. O Instituto do Mato Grosso do Sul retornou dizendo que aquelas impressões digitais coincidiam com impressões que eles tinham, só que o nome que constava era na verdade Marcos Ivan Silva. Mediante isso, os nossos colegas papiloscopistas do MS cederam a ficha onomástica. Fizemos então o confronto do material padrão com o material questionado e constatamos que o Marcos Gilvan na verdade era  Marcos Ivan. Então, através de um trabalho técnico-científico fizemos o exame de confronto papiloscópico e constatamos que se tratava da mesma pessoa, porém, com dados biográficos distintos. Com a confirmação, encaminhamos o resultado para as equipes do Cope para a adoção dos procedimentos necessários, o que culminou na prisão do suspeito nos últimos dias", explicou.

O Exame Pericial de Identificação Facial Forense também foi realizado por peritos do Instituto Médico Legal, que compararam as fotos dos documentos concluindo que era inegável que os documentos faziam referência à mesma pessoa.

A perita Odontolegista do IML, Suzana Maciel Carvalho, explicou que perícia é uma prova fundamental dentro de uma investigação.  "Esse é um método científico comprovado, nós chamamos de Comparação Facial ou Identificação Facial Forense que faz a comparação de imagens, então nós comparamos imagens padrão desse indivíduo com imagens questionadas, no caso de um documento possivelmente falsificado, e fazemos um estudo de anatomia de face completa com medidas com análise de pontos cronométricos, análise de marcas que são individualizadoras de um indivíduo, e como já é comprovado que não existe uma face igual a outra nós podemos chegar à conclusão de que se tratava do mesmo indivíduo", esclareceu. 

O delegado Hugo ressalta que devido às diversas comercializações fraudulentas realizadas pelo suspeito, cada ação será autuada como um crime de uso de documento falso. "Passamos a monitorar o suspeito. Ele estava em poder de um veículo modelo Fiat Toro de cor vermelha, como também teria adquirido quatro veículos de luxo aqui no estado.  Então são várias penas de uso de documento falso pelo qual ele vai responder", concluiu.


Fonte: Com informações da SSP/SE