Sergipe

17/08/2015 às 09h57

Pacientes da oncologia estão revoltados com nova interrupção da radiografia

Redação Portal A8

Foto: Samara Fagundes / Portal A8SE

 

A realização da radioterapia, vem sendo impedida por causa do mal funcionamento da máquina que realiza o tratamento. O aparelho que resfria a máquina e a mantém funcionando, chamado de Bomba do Chiller não estava funcionando há dias, foi feito o conserto na última quinta-feira (13), mas, quebrou novamente no domingo.

 

As pacientes que chegaram nesta segunda-feira (17), foram informadas de que o equipamento estava quebrado. Segundo a assessora de comunicação do HUSE, Katiane Menezes, o conserto da máquina que faz a radioterapia quebrou e o técnico, que vem de fora do Estado, já foi acionado para o novo conserto. É provável que a grande demanda tenha acarretado nesta interrupção.

 

As pessoas que fazem tratamento de câncer na Oncologia do HUSE, hoje somam 63, muitos precisam estar nas filas e esperam meses para começar o tratamento. Um problema antigo que persiste e revolta os pacientes que precisam do tratamento. 

 

“Esse equipamento representa a vida desses pacientes”, fala revoltada uma das pacientes.  Aline Souza tem câncer de mama e faz tratamento há dez meses, já fez a mastectomia e a sessão da quimioterapia já foi liberada. “Infelizmente estamos com problema com a radioterapia, até quando vamos ter o tratamento interrompido? ”, indaga revoltada.

 

Maria José Correia dos Santos, fez o tratamento e o que deveria ser feito em dois meses só foi terminar em cinco meses, por isso foi apoiar as outras mulheres que aguardam o tratamento.

 

Maria Alice dos Santos também teve problemas com o tratamento, tem cinco anos que teve câncer de mama e agora é reincidente, na época ela esperou quatro meses e oito dias na fila de espera para começar o tratamento. “Há cinco anos atrás eu fiz o tratamento, eu fui para São Paulo e já existia o problema”, revela.

 

 “São vidas e vidas infelizmente não esperam, nem todas têm poder aquisitivo para tratar fora do estado e quem não tem fica à mercê dessa situação, até quando se espera isso?, fazem refletir as mulheres.