Sergipe

14/08/2015 às 15h01

Sergipe confirma 2.660 casos de Dengue de janeiro a julho de 2015

Redação Portal A8

As ações da Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Núcleo de Endemias, para o combate à Dengue continuam com grande força. A equipe técnica vem cada vez mais reforçando aos municípios e aos sergipanos para intensificar o cuidado para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da doença. Porém, os números de casos notificados ainda preocupam.
 
De janeiro a julho de 2015, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) da Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou 6.263 casos suspeitos de Dengue, com 2.660 casos confirmados. No mesmo período do ano passado, foram 3.012 casos notificados e 1.443 confirmados.
 
Em 2015, a maior concentração de casos notificados ocorreu nos meses de março, abril e maio, com 4.631 notificações.
 
Os 10 municípios sergipanos que mais notificaram foram: Aracaju (2.712), Nossa Senhora do Socorro (419), Estância (333), Itabaiana (316), São Cristóvão (276), Carira (211), Itabaianinha (206), Neópolis (133), Lagarto (127) e Nossa Senhora das Dores (123).
 
“Todos os municípios precisam fazer a busca ativa em todo o território junto à Atenção Básica. É dever das Vigilâncias Epidemiológicas das Secretarias Municipais da Saúde realizar a investigação compulsória de todos os casos suspeitos por Dengue, até mesmo se não tiver casos notificados ou confirmados da doença. É responsabilidade do município notificar o caso no sistema de informação e automaticamente informar à Vigilância Estadual. A Secretaria de Estado da Saúde orienta a todos os gestores municipais que façam as investigações de casos e sempre reforcem o trabalho de controle nas áreas de moradias”, aponta Sidney Sá, gerente do Núcleo de Endemias da SES.
 
LIRAa
 
Com o período chuvoso aliado às temperaturas inconstantes que favorecem a proliferação do Aedes aegypti, é necessária a intensificação das ações de controle de endemia com o objetivo reduzir o índice de infestação predial pelo mosquito no território estadual.  Diante disso, a SES realiza sistematicamente o trabalho de rotina através Levantamento Rápido do Índice de Infestação (LIRAa) que é feito a cada início de ciclo epidemiológico para monitorar a presença do vetor e aplicar atividades.
 
De acordo com o LIRAa, os 13 municípios com alto índice de infestação são: Aquidabã (5,2%), Areia Branca (8,3%), Itabaianinha (7%), Japoatã (5%), Maruim (5,1%), Nossa Senhora da Glória (4,5%), Nossa Senhora das Dores (3,9%), Pedrinhas (4,7%), Pinhão (4,6%), Porto da Folha (5,1%), Salgado (6,1%), Santana do São Francisco (5,3%), Simão Dias (6,3%)
 
Já os 33 municípios com médio risco de infestação são: Aracaju (2,3%), Arauá (3,5%), Barra dos Coqueiros (1,4%), Boquim (2,2%), Campo do Brito (2,1%), Capela (2,1%), Carira (2%), Carmópolis (3%), Cedro de São João (2%), Cristinápolis (1,7%), Estância (2,3%), Feira Nova (1,4%), Frei Paulo (1,6%), Japaratuba (1,8%), Lagarto (2,6%), Laranjeiras (2,3%), Malhador (1,2%), Monte Alegre de Sergipe (1,7%), Neópolis (3%), Nossa Senhora Aparecida (3,6%), Poço Verde (3%), Propriá (3,6%), Riachuelo (1,1%), Ribeirópolis (2,1%), Rosário do Catete (3,1%), Santo Amaro das Brotas (1,9%), São Cristóvão (3,4%), São Domingos (0,5%), Siriri (2,8%), Tobias Barreto (3%), Tomar do Geru (1%), Umbaúba (1,3%), Itabaiana (2,6%)
 
Os 7 municípios sergipanos com baixo risco de infestação da Dengue, segundo o LIRAa são: Canindé de São Francisco (0,6%), Indiaroba (0%), Itaporanga d'Ajuda (0,8%), Moita Bonita (0,5%), Nossa Senhora do Socorro (0,8%), Pirambu (0,4%), Poço Redondo (0,8%)
 
Ainda de acordo com Sidney Sá, o trabalho de prevenção e controle da Dengue é feito em conjunto: Estado, Municípios e população.

“É preciso que todos fiquem atentos. Não basta desenvolvermos ações com rigor se no próprio quintal a pessoa não realiza a limpeza correta para evitar que surjam os criadouros. Com a chegada do período chuvoso, mas ainda com temperaturas elevadas, que favorece a proliferação do Aedes aegypti e consequentemente o risco de epidemia por Dengue, faz-se necessário a intensificação das ações de controle”, destaca.