Sergipe

10/08/2015 às 10h43

Relator da ONU entrevista secretário da Justiça sobre situação de presídios

Redação Portal A8

Foto: Samara Fagundes / Portal A8SE

 

As visitas do relator especial sobre Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis do Conselho Nacional de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), seguem no estado de Sergipe. Após a visita ao Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copencam), no sábado (08), foi a vez do secretário de justiça, Antônio Hora, ser entrevistado na manhã desta segunda-feira (10) pela equipe da ONU.

 

Segundo o secretário de justiça Antônio Hora, o impacto do relatório emitido pela ONU pode ser positivo, “É público e notório que o sistema carcerário do Brasil é deficitário, o próprio Departamento Penitenciário Nacional já publicou um diagnóstico. Há um déficit carcerário, a ONU não viria aqui para declarar o que já declaramos”, explica.

 

Ele explica que o relatório pode ajudar na captação de recursos internacionais. A presença da ONU verifica quais os estados, que nesta crise mundial do sistema carcerário,  conseguem manter um clima favorável à manutenção do sistema, sem causar torturas e maus tratos às pessoas privadas de liberdade.

 

Quanto a essa situação, o secretário Antônio Hora informou que tem boas expectativas, já que o presídio estava tranquilo e as visitas estavam garantidas, mesmo que em local inadequado. Ele informou ainda que o sistema tem salas de aula, oficinas de atividade laborais, programas de cultura, e ainda presta assistência médica e odondotológica. “Nesse sentido Sergipe sai na frente, não temos histórico de maus tratos aos presos, nós temos trabalhos de ressocialização dentro das unidades”, reforçou.

 

O relatório vai ser mostrado no dia 14, em Brasília, numa coletiva. Marco Túlio, do Ministério das Relações Exteriores acompanha as vistorias.

 

Crise do sistema carcerário no mundo

 

O secretário de Justiça de Sergipe, Antônio Hora, apresentou dados de que a população carcerária  de Sergipe tem cerca de 4.500 presos e o Brasil assume a quarta colocação no ranking mundial de maior população carcerária, ficando para trás apenas de China, Estados Unidos e Rússia.