Sergipe

07/05/2013 às 16h23

Professores do Estado fazem paralização nos dias 22 e 23

Redação Portal A8

Hoje os alunos da rede estadual de educação ficaram sem aula. Os professores se reuniram em assembléia no auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.

A principal pauta do dia é o reajuste do salarial dos anos de 2012 e 2013. Além disso, os professores querem o pagamento do valor reajustado retroativo aos meses anteriores.

Cerca de 1000 representantes da categoria discutiram na reunião, alternativas para cobrar as melhorias salariais ao governo estadual. Uma nova paralização está prevista para os dias 22 e 23 de maio. A presidente do SINTESE, Angela Melo, não descarta a possibilidade de uma greve.

Entenda a reivindicação da categoria:

Os educadores estão no limite da paciência com o Governo do Estado de Sergipe. Sem reajuste há dois anos (2012 e 2013) a categoria aguarda a abertura do diálogo por parte do governo para debater sobre o reajuste. Hoje finalmente foi aprovado na Assembleia Legislativa o famoso Proinveste. "A categoria espera que ao fim da ‘novela` Proinveste o governo possa dialogar não só com os professores, mas com os demais servidores públicos", aponta a presidenta do SINTESE, Angela Maria de Melo.

Ação de Inconstitucionalidade contra a lei 213/2011

A direção do SINTESE informou na assembleia que fará, junto com dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE, visita ao ministro Celso de Mello, relator da ação de inconstitucionalidade que o SINTESE impetrou no Supremo Tribunal Federal, através da CNTE, contra Lei Complementar 213/2011 que dividiu a carreira dos professores.

Diálogo com sindicatos de servidores

Foi decidido também que o SINTESE buscará o diálogo com os sindicatos que representam os demais servidores públicos estaduais para que empreendam uma luta conjunta por melhores salários e condições de trabalho. "Nós estamos sem reajuste há dois anos e os demais servidores estão com salários muito defasados. Nossa luta é pela valorização do funcionários público", aponta Roberto Silva dos Santos, diretor do departamento de Base Estadual do SINTESE e vice-presidente da CUT/SE.

Fonte: sintese-se.com.br