Sergipe

17/05/2011 às 19h44

Construtora paulista compra 70% da Norcon

Redação Portal A8

A Rossi Residencial, empresa de renome no setor da construção civil no Brasil, fechou no último domingo, a compra de 70% da Norcon, construtora sergipana com forte atuação no Nordeste. Segundo apurações da revista Valor, logo após a aquisição, a companhia planeja uma nova emissão de ações. A Rossi deve captar entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões.

Ainda de acordo com a revista Valor, a compra envolve o pagamento de cerca de R$ 20 milhões, a assunção de R$ 200 milhões em dívidas (sendo R$ 150 milhões da companhia e cerca de R$ 50 milhões em SFH), além da aquisição de até 80% em cinco projetos já lançados e parcialmente vendidos. Será criada uma nova companhia, batizada de Norcon Rossi, que terá seus resultados consolidados na Rossi. Segundo Cassio Audi, diretor financeiro e de relações com investidores, o objetivo da nova empresa é lançar R$ 2,8 bilhões até 2013.

Rossi e Norcon já haviam feito uma parceria, que envolvia quatro empreendimentos que somam valor geral de vendas de R$ 300 milhões, no dia 17 de fevereiro.

A Norcon chegou muito perto de ser adquirida pela PDG Realty no fim de 2009, mas as empresas não chegaram a um acordo na época porque o modelo de avaliação discutido estava baseado nos resultados futuros da companhia e a família que controla a Norcon só queria vender metade da empresa. Na operação com a Rossi, Cristiano Teixeira, da segunda geração da família, irá cuidar da parte imobiliária. Toda a área financeira, de compras e controles ficam com a Rossi.

Apesar do elevado endividamento, a Norcon sempre foi considerada estratégica pela presença já consolidada no mercado nordestino e a experiência no sistema construtivo de estruturas pré-fabricadas, que usa desde a década de 80. O banco de terrenos tem potencial de projetos de R$ 13 bilhões. O da Rossi é de R$ 18 bilhões. Pelo contrato assinado na aquisição, a Rossi tem direito de preferência na compra dos terrenos.

A Norcon multiplicou sua dívida nos últimos três anos, depois de ter tentado, sem sucesso, fazer uma oferta inicial de ações no primeiro semestre de 2008. Como outras empresas do setor que perseguiam a abertura de capital, a companhia contraiu dívidas para aquisição de terrenos. Em 2009, último balanço disponível na CVM, a companhia tinha dívidas de R$ 142 milhões para um caixa de R$ 6,9 milhões.

 

Com informações da revista Valor Econômico