Sergipe

29/04/2011 às 17h55

Comunidade no município de Pedrinhas sofre com alagamentos há três anos

No período de chuvas, os moradores da rua "B", no Bairro Novo, enfrentam dificuldades

Redação Portal A8

 

Por causa de uma obra irregular, desde 2008 os moradores sofrem no período de chuvas (Foto: Internauta)

No município de Pedrinhas, distante 94 quilômetros de Aracaju, uma comunidade vem sofrendo com as chuvas, por causa de uma obra mal concluída. Todo período chuvoso, os moradores da rua "B", no bairro Heribaldo Alves de Góis, mais conhecido como Bairro Novo, são obrigados a conviver com a água parada em suas portas, problema que existe desde o ano de 2008. Na madrugada desta sexta-feira (29), após fortes chuvas, não foi diferente, as casas da localidade foram invadidas pela água.

 

De acordo com a população, esse problema começou na gestão do ex-prefeito José Kléber de Santana Fonseca, que construiu a avenida José Cleonâncio da Fonseca, prejudicando as ruas de acesso a avenida, pois foi construída em um nível acima das ruas e sem projeto de drenagem de águas pluviais.

Desde então os moradores lutam para conseguir uma solução, mas apesar das determinações do Ministério Público Estadual, nenhuma medida foi tomada. Segundo informações passadas pela comunidade, em julho de 2008, os moradores entraram com uma ação e a promotora de Justiça da Comarca de Arauá, Mônica Maria Hardman Dantas Bernardes, solicitou que o então prefeito José Kleber, apresentasse um projeto de drenagem das águas pluviais, acompanhado de planilha orçamentária e contendo a especificação da obra no prazo de 60 dias, resolução que nunca foi cumprida.

Na gestão seguinte a batalha entre moradores e prefeitura continuou, assim com o descumprimento de prazos. Diante de uma nova ação a promotora solicitou ao então prefeito José Antônio Silva Alves que realizar-se o projeto de drenagem. Foi decretado também que, temporariamente e de forma contínua, para evitar a proliferação de doenças pelo acúmulo das águas pluviais, realizar a sucção das águas empoçadas através de veículo do tipo limpa fossa. Mas de acordo com a população, a presença desses carros é rara na região.

No início da manhã o MPE, por conduta do promotor de justiça José Reis Neto, solicitou através de oficio que a prefeitura municipal retirasse a água da rua "B" e mais uma vez a determinação do Ministério Público não foi atendida pelos órgãos competentes.