Sergipe

18/11/2010 às 10h35

Atuação de falsos guias de turismo em São Cristóvão é discutida em audiência

Redação Portal A8

Coibir a clandestinidade nas atividades turísticas em São Cristóvão e evitar os danos trazidos por esta prática foram os objetivos da Promotoria Especial de São Cristóvão, representante do Ministério Público do Estado de Sergipe, ao realizar Audiência Pública nessa quarta-feira (17) com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) a Secretaria de Estado da Cultura (SECULT), a Empresa Sergipana de Turismo (EMSETUR) e o município de São Cristóvão.

O objeto das discussões foi a existência de guias de turismo clandestinos que, segundo o Sindicato dos Guias de Turismo de Sergipe, trabalham no Centro Histórico de São Cristóvão sem possuir habilitação e cadastro no Instituto Brasileiro de Turismo. Ainda de acordo com o Sindicato, os guias clandestinos constrangem, ameaçam e agridem os turistas que não desejam contratar os seus serviços.

Além disso, o MPE verificou durante as investigações empreendidas, que a atuação clandestina desses "falsos guias" acontece sem a devida preparação técnica especializada, o que provoca o repasse, aos visitantes de São Cristóvão, de informações inverídicas e em desconformidade com a realidade histórica do local. "Eles contam aos turistas que houve um encontro entre Pedro Álvares Cabral e Dom Pedro II na Praça São Francisco, ou que o Centro Histórico de São Cristóvão fora bombardeado pelos nazistas durante a segunda guerra mundial", exemplifica o Promotor de Justiça Augusto César Leite de Resende, afirmando que informações desse tipo denigrem a imagem não só de São Cristóvão, mas também do estado de Sergipe.

Por essa razão, o município de São Cristóvão, com o apoio do IPHAN, do SEBRAE e da Universidade Federal de Sergipe (UFS) está promovendo um curso de formação e capacitação profissional de informantes de turismo, com 75 alunos já matriculados. Ao final do curso, eles serão submetidos a uma avaliação, e os aprovados serão cadastrados pelo Município para que possam recepcionar os turistas com educação e profissionalismo.

O Ministério Público sergipano também requisitou a instauração Inquérito Policial para apurar a prática dos crimes de constrangimento ilegal, ameaça e exercício ilegal de profissão por parte dos falsos guias.

 

Fonte: MPE