Sergipe

05/08/2010 às 12h39

Tribunal de Contas inicia auditoria no Corpo de Bombeiros

O TCE já deu início à auditoria operacional que irá averiguar as condições concretas de funcionamento do Corpo de Bombeiros

Redação Portal A8

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já deu início à auditoria operacional que irá averiguar as condições concretas de funcionamento do Corpo de Bombeiros de Sergipe. A novidade foi anunciada pelo conselheiro Carlos Alberto Sobral, que é o responsável pela ação. "Já determinei a abertura da auditoria operacional e agora os técnicos têm 30 dias para fazer o relatório", afirmou.

Conselheiro Carlos Alberto Sobral (Fonte:TCE/Se )

 

De acordo com o conselheiro, o trabalho tem o objetivo de apurar a real e efetiva capacidade que o Corpo de Bombeiros tem de proteger os sergipanos. "O relatório irá concluir se as condições são ideais, razoáveis ou ruins", comentou Sobral, ressaltando que fatos recentes têm levado a sociedade a crer que há uma carência de materiais. "Mas é preciso ver se isso realmente existe e até onde vai", concluiu.

Sobral lembrou ainda que a auditoria foi proposta pelo procurador geral do Ministério Público de Contas, João Augusto dos Anjos Bandeira de Mello, no decorrer da sessão plenária realizada na última quinta-feira, dia 29. Na ocasião Bandeira disse ter se aprofundado mais a respeito do tema ao acompanhar as notícias veiculadas sobre o recente incêndio ocorrido num depósito localizado no Centro de Aracaju.

"Ao menos naquele momento ficou constatada a falta de condições dos Bombeiros para debelar o incêndio. É algo preocupante porque é uma instituição na qual toda a sociedade confia nos momentos mais difíceis e eles precisam ter os equipamentos necessários", observou o procurador. Segundo ele, entre as falhas constatadas estavam a falta de escadas margirus e a dificuldade de armazenamento e transporte de água até o local do incêndio.

Bandeira ressaltou também que o TCE realizou um trabalho semelhante no ano de 2002. "Já naquela auditoria se revelava as dificuldades operacionais do Corpo de Bombeiros, chegando a ficar constatado que a instituição funcionava com cerca de 20% de sua capacidade operacional. A preocupação é se essa realidade tem se perdurado até hoje", complementou o procurador.

Fonte:TCE/Se