Sergipe

14/04/2010 às 09h50

Terremoto de 7,1 graus na China mata centenas pessoas

Redação Portal A8

Cerca de 400 pessoas morreram em um terremoto de 7,1 graus na escala Richter que abalou nesta quarta-feira (14) a Província de Qinghai, no noroeste da China, informou o vice-secretário-geral do governo da Prefeitura Autônoma Tibetana de Yushu, Huang Limin, à agência de notícias Xinhua. A mesma fonte anunciou que o tremor deixou um saldo de 10 mil feridos.

As primeiras informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), na noite de terça (13), indicavam que o terremoto seria de 6,9 graus na escala Richter e o epicentro do tremor seria a 94 km de Qamdo, no Tibete, a uma profundidade de 33 km, mas o relatório mais recente aponta para o epicentro do tremor situado 380 km a sudeste da cidade de Golmud, a uma profundidade de 46 km.

Ainda de acordo com a agência Xinhua, os primeiros abalos foram sentidos na primeira hora do dia, e causou o colapso de casas, escolas e prédios governamentais. O USGS informou também que ocorreram dois tremores secundários, de 5,3 e 5,2 graus, na meia hora posterior ao terremoto principal. As autoridades chinesas confirmaram o abalo, que ocorreu às 7h49 local (20h49 de terça-feira em Brasília).

Funcionários de Qinghai, citados pela agência Nova China, informaram que mais de 85% das casas em Jiegu, cidade que fica em uma área próxima ao epicentro do tremor, desabaram na região do epicentro, no distrito de Yushu.

O pânico teria tomado conta das ruas, com muitos feridos e outros soterrados, disse uma fonte da prefeitura de Yushu. A falta de infraestrutura para o atendimento às vítimas também é uma dificuldade que vem sendo enfrentada pelas autoridades chinesas.

- As casas aqui são quase todas feitas de madeira e paredes de barro, que facilmente se despedaçam quando um terremoto acontece - disse o diretor do Departamento de Notícias da Yushu TV, Karsum Nyima.

Soldados e equipes de resgate já foram mandados para ajudar nos salvamentos, mas a falta de escavadeiras e outros equipamentos básicos devem atrasar os trabalhos, que estão sendo feitos de forma lenta, apenas com força humana.

Aviões com suprimentos e equipamentos importantes, como celulares via satélite, já estão a caminho e devem amenizar um pouco as deficiências locais, já que o aeroporto mais próximo, em Batang, a 30 km do epicentro do tremor, só tem recursos para funcionar por mais 17 horas.

 

Fonte: R7