Sergipe

26/01/2010 às 19h35

SSP libera gravação entre o 190 e comerciante assassinado

Redação Portal A8

A Secretaria de Segurança Pública liberou a gravação em que o comerciante Eraldo de Jesus, 43, horas antes de ser assassinado na última segunda (25), solicita ao 190 a presença da polícia no local de seu estabelecimento - um depósito de bebidas - por suspeitar da presença de quatro homens, que, posteriormente, seriam seus assassinos.

Segundo o Ciosp, a ligação ocorreu às 07h07 e durou um pouco mais de três minutos e meio. Eraldo faz um relato da situação a atendente: "dois motoqueiros com duas pessoas cada um... estão parados de olho no meu comércio", disse o comerciante. "Estão fazendo algo suspeito?", perguntou a atendente. "Tá... para mim eles estão fazendo suspeito", disse o comerciante.

Em outro trecho da conversa, o comerciante diz: "não tira o capacete da cabeça, nem nada". A parte que mais causou indignação nos familiares da vítima foi quando a atendente pergunta se o comerciante poderia anotar a placa das motos. "A placa da moto?", pergunta ela. Eraldo responde: "eu não vejo... e eu não posso ir lá ver não... e eu sei lá o que eles vão fazer comigo lá".

A conversa continua quando a atendente do Ciosp informa: "só que a viatura não vai em instantâneo senhor!". Impaciente com o atendimento, Eraldo se despediu desta forma: "tá, tá certo, tá bom, tchau".

Assustado com a presença dos homens estranhos, por cerca de quatro horas, próximo ao seu depósito de bebidas, Eraldo saiu do depósito com um pacote de dinheiro, cerca de R$ 80 mil, e quando caminhava em direção a sua casa que fica localizada em frente ao estabelecimento, foi abordado por um dos homens. O comerciante não quis entregar o dinheiro e acabou sendo executado com dois tiros. Os assassinos fugiram, mas a sacola rasgou e o dinheiro acabou caindo.

Testemunhas informaram que um dos homens, antes do crime, foi até ao depósito e comprou um refrigerante com R$ 10, mas não quis o troco.

Ciosp

O diretor do Ciosp, coronel Sobrinho, houve uma falha da atendente, mesmo com as informações insuficientes passadas pelo comerciante. "A partir dos dados, ela já deveria ter despachado uma viatura", afirmou. Ele garantiu uma punição severa pelo erro cometido. "O resultado dessa falha foi terrível", concluiu.