Sergipe

18/01/2010 às 16h50

Representantes de MPE e MPF visitam oncologia do HUSE

Principal objetivo foi encontrar uma solução para o grande número de pessoas na fila de espera

Redação Portal A8

A situação da oncologia em Sergipe foi discutida na manhã desta segunda-feira (18) por representantes do Ministério Público Estadual e Federal, juntamente com representantes do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE). Principal objetivo da reunião foi encontrar uma solução para o grande número de pessoas na fila de espera por atendimento, que já chega ao número de 216 pacientes. O assunto ainda será discutido em uma audiência pública prevista para esta terça-feira (19).

De acordo com a coordenadora da oncologia do HUSE, a demanda é grande, por dia são 115 atendimentos e somente neste mês de janeiro 26 pacientes já foram incluídos no tratamento. "Devido ao grande número de pacientes na fila de espera, precisamos fazer uma seleção, os médicos fazem relatórios identificando as emergências", explicou.

Segundo a secretária adjunta da Saúde, Monica Sampaio, a previsão é que um novo aparelho chegue ainda essa semana para a unidade do Hospital Cirurgia. "O aparelho irá chegar em breve, mas a tramitação para liberar o funcionamento é um pouco mais demorada", afirmou a secretária. "O importante é que todos os pacientes estão recebendo atendimento necessário para coibir o avanço da doença", relatou.

Pacientes da rede privada

O problema dos pacientes da oncologia também ocorre na rede privada, mas o Ministério Público já está estudando uma maneira de dar outros destinos a essas pessoas. De acordo com a promotora do Ministério Público Estadual, Euza Missano, será feito contato com os planos de saúde para agilizar o atendimento, inclusive se necessário, encaminhando pacientes para outros Estados. "Já que aqui no Estado pacientes da rede pública e particular fazem parte da mesma lista", afirmou.

Segundo o procurador do Ministério Público Federal, Pablo Barreto, para atender a demanda pública e privada de Sergipe seria necessário a compra de um terceiro aparelho. "O Estado precisa de no mínimo três unidades de tratamento, mas enquanto isso o MPF irá obrigar o Estado, Município e União a instalar o aparelho o mais rápido possível", explicou.

O problema

A situação está caótica desde abril de 2009, quando o acelerador linear do Hospital Cirurgia foi interditado, pois o equipamento estava sem autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear para funcionar. A partir dessa data todos os pacientes passaram a ser atendidos no HUSE.

 

 

Um novo aparelho cehgará na próxima semana (Foto: Sérgio Ferreira)