Sergipe

16/01/2010 às 18h36

Trabalhadores da Croa do Goré participam de reunião

Redação Portal A8

Após o acidente que interditou o Bar Croa do Goré, no rio Vaza Barris, onde parte da estrutura cedeu e deixou algumas pessoas feridas, algumas famílias tiveram o trabalho impossibilitado. Para auxiliar essas pessoas, foi realizada na última sexta-feira (15) uma reunião entre os moradores do Mosqueiro e representantes da Secretaria Extraordinária de Participação Popular (SEPP), em busca de uma solução para o impasse.

Vários garçons, cozinheiros, barqueiros e demais pessoas que residem na região e retiravam seu sustento do bar compareceram ao encontro. "A idéia dessa reunião é a essência de nossa atividade. Apesar de a Croa ficar no território do município de São Cristóvão, viemos porque aqui existem demandas do Orçamento Participativo. Já tínhamos conhecimento do problema pela imprensa e através de pessoas que estão num momento difícil. Essa é também uma demanda da população de Aracaju", ressaltou o secretário municipal de Participação Popular, Rômulo Rodrigues.

No encontro foram discutidas formas de resolver a questão. Entre as alternativas apontadas, a que mais chamou a atenção foi a proposta apresentada pela arquiteta Aline Viana, que desenvolveu um projeto de um bar em forma de barco, seguindo todas as normas ambientais exigidas. "Conheci a Croa do Goré em 2006 e me apaixonei. Vejo que ali há um imenso potencial. Se conseguirmos criar um espaço bonito e integrado à natureza, o turista não vai querer sair daqui", afirmou a arquiteta.

Um dos proprietários da estrutura danificada, Gilson Brito, mostrou-se favorável à iniciativa de reunir as pessoas envolvidas, com o intermédio da administração municipal. "Foi muito bom para nós. Estávamos mesmo precisando", concluiu Gilson, lembrando que, antes do acidente, o estabelecimento costumava receber mais de mil turistas ao longo de um feriado prolongado. "Temos que nos unir para conseguirmos reativar o bar", concluiu o comerciante.

Pendências

Entre as pendências para o funcionamento da estrutura está sua legalização e adequação ao que exige a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema). "O bar não é algo normatizado, não está dentro das normas ambientais, e por isso nem pode ser divulgado pelo poder público. Cabe agora ver um projeto para solucionar essa questão e inseri-lo no nosso roteiro turístico", complementou Rômulo Rodrigues.

O encontro também teve a participação da vereadora Rosângela Santana, que lamentou a atual situação das famílias da localidade e também fez um apelo para que o problema seja resolvido. "Entendemos esse ato como sendo de extrema relevância. A Croa do Goré é um espaço público admirado por todos e até agora está sem uma boa estrutura. Infelizmente precisou acontecer o acidente para que tomássemos maior cuidado. Mas uma questão que está acima disso é a sobrevivência dos trabalhadores", concluiu a vereadora.

 

Fonte: PMA